Semana de 12 a 19 de janeiro de 2018
Celular não é brinquedo de criança
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Quatro vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).
I
Sem ser saudosista
Nem tampouco pessimista
Brinquedo era carrinho, boneca, bola de gude
Tudo era lúdico, nada que ameaçasse a saúde
II
Crianças confeccionavam os próprios artefatos
Bonecas de pano, bolas de meia – eram fatos
Tudo ficava por conta da imaginação
Incutia-se desenvoltura, proatividade, cognição
III
O tempo foi passando
A tecnologia avançando
O mundo progredindo
A compreensão regredindo
IV
Logo, a indústria desse campo se apropriou
Clivou a cultura – muita coisa mudou
Surgiram brinquedos elétricos/eletrônicos
O que deixou muita gente e pais atônitos
V
Progrediu e culminou no celular
Irresponsabilidade a uma criança
entregar
Celular não é uma coisinha banal
Pode explodir – o resultado pode ser fatal
VI
Não foi com isso que no passado imaginaram
A permissividade floresceu, banalizaram
Antes, brincadeira; hoje, perigosa mudança
Celular é perigoso, não é brinquedo de criança.
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