Semana de 23 a 30 de outubro de 2013
Atletas que ganham mais com a
imagem que com salário
Paulo
Ferreira
“A valorização do “Ter” presente na conduta de determinados
indivíduos os impedem muitas vezes de enxergar o valor contido na simplicidade
do “Ser”, no ‘sentir’ daquilo que o dinheiro não pode comprar. A partir do
momento que a humanidade realmente despertar para algo além da
superficialidade, sem precisar manter dualidade entre os seus semelhantes e o
resto da natureza, haverá uma maior possibilidade de viver em harmonia com e
tudo e com todos” - poetisa
Sâmara Santana Câmara.
Foi publicada
neste mês de outubro de 2015, uma lista de pessoas que o uso da imagem rende
mais que o próprio trabalho. Nesta lista constam 15 “sortudos” como:
1) Tiger Woals (golfe) patrocínio US$ 55 milhões.
Salário/premiação US$ 6,2 milhões; 2) Le
Bron (basquete) patrocínio US$ 53 milhões. Salário/premiação US$ 19,3
milhões;
3) Roger Federer (tênis) patrocínio US$ 52 milhões.
Salário/premiação US$ 4,2 milhões;
4) Phil Mickelson (golfe) patrocínio US$ 48 milhões.
Salário/premiação US$ 5,2 milhões;
5) Kobe Bryant (basquete) patrocínio US$ 31 milhões.
Salário/premiação US$ 30,5 milhões;
6) Rafael Nadal (tênis) patrocínio US$ 30 milhões.
Salário/premiação US$ 14,5 milhões;
7) Mahendra Dhoni (críquete) patrocínio US$ 26 milhões.
Salário/premiação US$ 4 milhões;
8) Usain Bolt (atletismo) patrocínio US$ 23 milhões.
Salário/premiação US$ 200 mil;
9) Maria Sharapova (tênis) patrocínio US$ 22 milhões.
Salário/premiação US$ 2,4 milhões;
10) Novak Djokovic (tênis) patrocínio US$ 21 milhões.
Salário/premiação US$ 12,1 milhões;
11) Rory Mcllroy (golf) patrocínio US$ 20 milhões.
Salário/premiação US$ 4,3 milhões;
12) Derrick Rose (basquete) patrocínio US$ 19 milhões.
Salário/premiação US$ 17,6 milhões;
13) Na Li (tênis) patrocínio US$ 18 milhões.
Salário/premiação US$ 5,6 milhões;
14) Drew Bress (futebol americano) patrocínio US$ 11
milhões. Salário/premiação US$ 10 milhões;
15) Adam /Scott (golfe) patrocínio US$ 9 milhões. Salário/premiação
US$ 8,7 milhões.
Invocamos Max Weber em suas angústias
quando ele falava no processo de desumanização nas relações sociais. E a
situação ainda se acentua quando nas relações do trabalho, uma imagem vale mais
que a aptidão de um trabalhador, de vários ou muitos. A lógica aqui não funciona. O dinheiro de
ganho fácil e rápido traduz mais ainda uma sociedade de concentração de renda
para poucos e, de exclusão social. O abismo social que separa ricos e pobres
cada vez aumenta. Se Jesus Cristo renegou o mundo de sua época (“Meu Reino não é deste mundo” – João
18:36) hoje, seria bem pior.
O valor acima estipulado por cada
atleta os coloca na condição de mercadoria. É isto. Somos mercadorias-humanas.
Uns valem muito, outros nem tanto, outros valem nada.
A sociedade atual, alheia aos
problemas do dia-dia, com os olhos sociais “vendados” pelas novelas, futebol e
coisas que o valham não reage, nada faz. Também não pode. A consciência também
lhe foi assaltada.