
17 de julho - Dia de proteção às florestas
Paulo Ferreira
“Há
quem passe pelo bosque e só veja lenha para fogueira.” – Leon Tolstoi.
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florestas servem para abrigar homens e bichos. Bastam somente esses dois atributos
para justificar na insistência de sua preservação. Na Floresta Amazônica, vale
frisar que homens supracitado refere-se aos habitantes nativos como o caboclo
ribeirinho e índios – estes, dentro da total visão de humanos iguais a nós
caras-pálidas. Outras propriedades, porém, vão além desses itens. Em termos de
biodiversidade, os números são estratosféricos: as florestas no processo de
evapotranspiração e outros sistemas fisiológicos, e ciclos biogeoquímicos, funcionam
como um termostato natural - um
regulador biológico em todo clima do Planeta.
Considere-se também que 30% da superfície do mundo são cobertos por
florestas. O processo bioquímico da fotossíntese funciona como uma “fábrica”
que usa gás carbono como matéria prima gerando Oxigênio para toda a espécie
animal. 40% de todo carbono armazenado nos ecossistemas terrestres se encontram
nas florestas. Para entender um pouco, metade de uma árvore é constituída de carbono.
Isto já minimiza o potencial poluidor causado pelo efeito estufa.
Para o índio que teve a floresta como
berço, desenvolvimento de toda sua vida e futuro túmulo, esta representa seu
mundo. A floresta é seu supermercado, teatro, trabalho, escola, farmácia – seu
mundo. Embora a população dos autóctones tenha se reduzido com o passar dos
tempos, algumas etnias ainda resistem heroicamente às investidas do capital e a
frieza do distanciamento social. As florestas dentro de uma visão ecológica podem
ser fornecedoras de madeira para inúmeros fins: combustíveis, matérias-primas
(resinas, celulose, cortiça, frutas, bagas). Uma em cada 10 espécies conhecidas
no mundo vive na Amazônia. Cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos, dezenas
de milhares de espécies de plantas, 2 mil espécies de aves e mamíferos.
Estima-se que 1km2 de floresta retenha 90.790 toneladas métricas de
plantas, vivas.
Mesmo com essas qualidades mantenedoras
da vida e equilíbrio geral, tem gente do mal que faz queimadas, constroem
hidrelétricas, ameaçam a vida dos índios e das populações que dependem da
floresta, poluem os rios, exploram desmatando, com atividades de criação de
gado vacum e outras práticas ameaçadoras à saúde da floresta e do planeta.
Destruir a Amazônia é fácil. Até
estamos acompanhando de braços cruzados e atônitos esse processo dilapidador.
Para esperar seu ressurgimento, pode até ocorrer num lapso de cem anos. Mesmo
tendo como parâmetro científico uma floresta exuberante no verdor de seu
dossel, se trata de uma questão visual. O solo é certo, relativamente pobre. A recuperação da floresta nesse caso – uma dúvida.
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