sexta-feira, 17 de julho de 2015

                                       


          17 de julho  - Dia de proteção às florestas

Paulo Ferreira          

“Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para fogueira.” – Leon Tolstoi.


A
s florestas servem para abrigar homens e bichos. Bastam somente esses dois atributos para justificar na insistência de sua preservação. Na Floresta Amazônica, vale frisar que homens supracitado refere-se aos habitantes nativos como o caboclo ribeirinho e índios – estes, dentro da  total visão de humanos iguais a nós caras-pálidas. Outras propriedades, porém, vão além desses itens. Em termos de biodiversidade, os números são estratosféricos: as florestas no processo de evapotranspiração e outros sistemas fisiológicos, e ciclos biogeoquímicos, funcionam como um termostato natural -  um regulador biológico em todo clima do Planeta.  Considere-se também que 30% da superfície do mundo são cobertos por florestas. O processo bioquímico da fotossíntese funciona como uma “fábrica” que usa gás carbono como matéria prima gerando Oxigênio para toda a espécie animal. 40% de todo carbono armazenado nos ecossistemas terrestres se encontram nas florestas. Para entender um pouco, metade de uma árvore é constituída de carbono. Isto já minimiza o potencial poluidor causado pelo efeito estufa.
          Para o índio que teve a floresta como berço, desenvolvimento de toda sua vida e futuro túmulo, esta representa seu mundo. A floresta é seu supermercado, teatro, trabalho, escola, farmácia – seu mundo. Embora a população dos autóctones tenha se reduzido com o passar dos tempos, algumas etnias ainda resistem heroicamente às investidas do capital e a frieza do distanciamento social.     As florestas dentro de uma visão ecológica podem ser fornecedoras de madeira para inúmeros fins: combustíveis, matérias-primas (resinas, celulose, cortiça, frutas, bagas). Uma em cada 10 espécies conhecidas no mundo vive na Amazônia. Cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos, dezenas de milhares de espécies de plantas, 2 mil espécies de aves e mamíferos. Estima-se que 1km2 de floresta retenha 90.790 toneladas métricas de plantas, vivas.
          Mesmo com essas qualidades mantenedoras da vida e equilíbrio geral, tem gente do mal que faz queimadas, constroem hidrelétricas, ameaçam a vida dos índios e das populações que dependem da floresta, poluem os rios, exploram desmatando, com atividades de criação de gado vacum e outras práticas ameaçadoras à saúde da floresta e do planeta.
          Destruir a Amazônia é fácil. Até estamos acompanhando de braços cruzados e atônitos esse processo dilapidador. Para esperar seu ressurgimento, pode até ocorrer num lapso de cem anos. Mesmo tendo como parâmetro científico uma floresta exuberante no verdor de seu dossel, se trata de uma questão visual. O solo é certo, relativamente pobre.  A recuperação da floresta nesse caso – uma dúvida.






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