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Dia 28 de abril – dia internacional em memória das vítimas de Acidentes
do Trabalho
Paulo
Ferreira
“Ou Brasil acaba com os Acidentes do
Trabalho ou os Acidentes do Trabalho acabam com o Brasil”- Emílio Garrastazu Médici – ex-presidente do Brasil.
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É
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vultosa a quantia que se gasta com Acidentes e
Doenças do Trabalho no Brasil – estima-se em 70 milhões de Reais. Dinheirama
que podia ser investida em projetos de recuperação e e construção de estradas, ferrovias,
Educação, Saúde, Habitação e outros programas sociais.
De acordo com a organização
Internacional do Trabalho 270 milhões de trabalhadores são vítimas de acidentes
e doenças do trabalho anualmente.
No nosso país, considerando os trabalhadores
com carteira assinada que correspondem a 30% da população economicamente ativa,
foram contabilizados 653.090 acidentes e doenças do trabalho no ano de 2007. O
assunto fica mais sério ainda se o levarmos sob a óptica da lei: “O direito
universal à saúde é uma conquista da cidadania brasileira, garantida na
Constituição Federal, em seu artigo 196 como “Um direito de todos e um dever do
Estado”.
Os acidentes e doenças do trabalho
devem ainda ser analisados sob os pontos de vista econômico, humano e social e,
por isso, todo esforço deve ser dirigido para que eles não aconteçam. Além da
própria vítima, os acidentes ainda atingem de forma indireta a empresa,
família, at economia, o país, o mundo. Dados recentes em Foz do Iguaçu garantem
que cada acidente envolvendo motos gera um prejuízo de R$ 10 mil. Aonde vamos
parar?
Justificativa da homenagem:
Em 28 de abril de 1969, a explosão de uma
mina nos Estados Unidos matou 78 trabalhadores. Sensibilizada com a tragédia, a
Organização Internacional do Trabalho -O I T instituiu em 2003 o dia 28 de
abril como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Em todo o mundo
cerca de dois milhões de trabalhadores perdem suas vidas no trabalho. Cerca de
5 mil mortes por dia ou três vidas ceifadas a cada minuto. Números esses que extrapolam
as guerras. Nosso trânsito é como se fosse cenário de uma guerra. Morrem a cada
ano nas estradas cerca de 40 mil pessoas, a maioria jovens do sexo masculino.
No trabalho, em casa e em todo lugar,
todo cuidado é pouco. Previna-se.