sexta-feira, 6 de maio de 2016

Semana de 6 a 13 de maio de 2016

 Matemática e seus encantos
Paulo Ferreira da Rocha Filho
                      I
Ciência tida como complexa
Deixa muita gente perplexa
É essa tal Matemática
Para poucos, ciência muito simpática
                        II
Matemática é formada por um tripé
Mas só aprende mesmo quem quer:
Aritmética, Álgebra e Geometria
Vamos expô-las em fatias
                        III
Aritmética trata de operação em operação
Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão
Álgebra trabalha com variáveis. X é a mais conhecida
Y, Z e outras, também muito se requisita
                         IV
Geometria estuda o espaço, figuras regulares e irregulares
E vai-se estudando simplesmente outras formas singulares
Cultura herdada dos árabes, hindus, egípcios e fenícios
O Mundo sem Matemática nada seria – ela é nosso epinício
                            V
Ela está presente em tudo o que vemos
Até no que   está embutido
No tudo que temos
Do que foi, é, e será e, do que quase teria sido
                             VI
Ela traduz em quilo o alimento que pesamos
Em metros quadrados a casa que moramos
Em Km3 a quantidade de água na Terra
O raio do Sol que inaugura o dia; e o da Lua que o encerra
                            VII
Calculamos a probabilidade dos anos a viver
No mundo tudo se entrelaça - tudo a ver
Medimos a velocidade que sopra o vento
Com números, o homem inventou o relógio que mede o inexorável tempo
                             VIII
Se o mundo para uns é uma bola fechada
Para outros, aberta, decifrável, violada
A Matemática pode bem ser a chave
A Linguagem que o desnuda, que fecha e que abre.
                                -x-


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Semana de 29 de abril a 6 de maio de 2016


Uma sociedade sem tempo para viver

Paulo Ferreira

“Para que tanta pressa e tanto receio? O futuro sempre nos chega a uma velocidade de 60 minutos por hora” – Albert Einstein (1879-1955) cientista alemão.

U
m dia é assim: papai, venha brincar comigo...
- Não tenho tempo, meu filho. Não está vendo que seu pai está ocupado?
Um outro dia também é assim: mamãe, venha brincar comigo...
- Não tenho tempo, meu filho. Não vendo que sua mãe está ocupada?
Todo dia se faz tudo sempre igual. Estamos vivendo, correndo como loucos para fazer tudo no menor lapso de tempo: trabalhamos o mais que podemos. As poucas horas que nos sobram, procuramos fazer atividades das mais diversas. Vivemos em um mundo cheio de neuroses porque a competição que estamos submetidos nos impôs que um procure ser melhor que o outro. É a era da pressa, da velocidade. Estatísticas mostram que o volume de informações digitais disponível dobra a cada dois anos. É muita informação para ser trabalhada, processada e, analisada criticamente. É uma corrida sem fim. Fala-se que 24 horas no dia é pouco.... Estamos nos robotizando e perdendo nossa sensibilidade para quase tudo. Muitas pessoas não querem esperar por nada. As buzinadas impertinentes que rasgam o ar e fere nossos ouvidos no trânsito caótico é a “sinfonia” que mais ouvimos. E por falar em música, dizem até que qualquer barulho, ruído pode ser enquadrado como tal. Da mulher que sobe no ônibus com uma criança no colo, ao mesmo tempo com uma sacola e, tenta com dificuldade passar pela catraca. Mas o ônibus está em movimento – o motorista que nada disso acompanha, vê mas não enxerga que aquela mulher e criança podem se acidentar gravemente e até morrer. Ele engata uma primeira marcha e segue sua jornada nesse trabalho embrutecido repetido anos e anos. O filho e a mulher não são dele. Ele nem espera que a mulher se acomode com a criança numa cadeira – afinal, capital é mais importante que gente. Até mesmo considerando que a depender da situação, falta o primeiro e sobra o segundo.
          Falta-nos tempo porque não sabemos administrá-lo. O filósofo alemão Robert Kurz lança a pergunta: “por que depois que inventaram as máquinas as pessoas têm de trabalhar mais que antes da existência delas? ” Tivemos um avanço na mecanização e na computação. Só que esse avanço não refletiu na qualidade de vida do trabalhador, e sim, do lucro. A palavra de ordem é produtividade – consegui-la a qualquer custo é o objetivo a ser atingido porque “os fins justificam os meios”. E nessa corrida desenfreada para o nada, o estado psicológico entra em pane e gera tecnostress segundo o psicólogo norte-americano Larry Rosen. E a falta de tempo para os filhos, o lazer, as visitas a familiares e amigos etc? E aquela conversa tantas vezes repetidas de nossos pais e avós, sempre ecoando nas paredes das casas?
          Estamos vivendo a Modernidade Líquída – de acordo com o pensador polonês Zygmunt Bauman. Tudo acontece e desaparece rápido como cogumelos. Tudo faz e refaz, e nesse vai-e-vem, as amizades também. A cada dia vamos nos transformando em mercadoria. Valendo pouco, coisa de um mundo neurótico, frio e muito louco.

          

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Semana de 22 a 29 de abril de 2016

Shopping Center - o outro lado da geração de emprego
Paulo Ferreira da Rocha Filho

A imponência da edificação,
O luxo, a iluminação, a ostentação
Assim se apresentam esses templos do consumo
É uma longa história, mas fazemos o resumo
A cultura dos Shopping Centers começou nos anos 1950
Hoje, barrar essa invasão, ninguém aguenta
Para quem vê tanta beleza e elegância junta
Nem imagina quanta coisa se separa, se disjunta
Certo, gera emprego
Mas é como um filme terror, dá medo
Para cada emprego no Shopping gerado
Três na periferia são aniquilados
As luzes dos Shopping atraem as pessoas
como mariposas
Tipo armadilhas para pegar raposa
E dessa forma isolada
Até nossa mente fica confinada
Perdemos nosso senso crítico
Seduzidos pelas luzes filtradas no acrílico
Mais luzes, mais cegueira
A realidade se esgueira
Nem avaliamos na concentração da riqueza
na mão de pouca gente
Em troca de tantas outras descontentes
Nos tempos da quitanda do seu João
O capital tinha menor concentração
Era melhor distribuído
O sistema tinha mais juízo
O social não tinha prejuízo
E agora, o que então se faz
Se a urbanidade se foi, jaz.
                  -x-






sexta-feira, 15 de abril de 2016

Semana de 15 a 22 de abril de 2016

A estagiária, o instrutor e o professor
Paulo Ferreira da Rocha Filho

                                     
                                           I
Injustiças de gerenciamento também ocorrem em grandes empresas
Tem os privilegiados protegidos e, os desprotegidos tratados com frieza
Completa esse cenário uma indisfarçável manipulação na distribuição das tarefas
Dessa maneira tudo se desacerta

                                          II
O instrutor delega trabalhos mais importantes para os seus
E os menos importantes para os outros que ficam no breu
Uma estagiária é vítima dessa funesta metodologia
Baseada em qual Psicologia?

                                          III
Do primeiro homem até hoje, o conhecimento é repassado
É um fato que deve ser considerado
Não fosse assim, ainda estaríamos no Paleolítico
O conhecimento não se desenvolveria – seria raquítico

                                          IV
Instrutor e professor são ofícios aparentados, mas distintos
Instrutor se preocupa com o dever findo
Professor se preocupa com o aprender do aluno e seu trabalho
Tipo ferreiro e seu malho

                                         V
Como dizia Paulo Freire
Deve-se ensinar com o coração
Que professor com aluno se emparceire
Trazendo para o problema a solução

                                         VI 
Ah! Instrutor se eu pudesse dizer na sua cara
Ou colocar minhas palavras na boca dessa menina:
“Você é um frio Manual de Instrução que fala
E não um amoroso professor que ensina”.
                                   


sexta-feira, 8 de abril de 2016

Semana de 8 a 15 de abril

10 de abril - dia da Engenharia
Paulo Ferreira
“Quem não sabe o que vai fazer da vida, faz Engenharia” – Bagatelli – professor universitário da UDC.


A
 engenharia moveu a humanidade. Não fosse ela, estaríamos ainda morando nas cavernas com uma reduzida expectativa de vida e engatinhando na ciência.
          Transformadora da natureza, fomentadora de trabalho e riqueza, a Engenharia quer queira ou não, faz parte inseparável de nossas vidas. Ela está lá na produção de alimentos, nos aviões que rasgam o ar, nas visitas ao fundo do mar, no uso dos óculos que vemos, e em tudo que escolhemos, está lá a engenharia. Até com poesia em concreto. Manoel Henrique Botelho escreveu o clássico: Concreto armado, eu te amo. Isso mesmo, se amamos o abstrato, por que não amamos o concreto? Está respondida a pergunta. A engenharia é onipresente. Quando estamos doentes e vamos aos hospitais, do piso ao teto; máquinas e equipamentos sofisticados que ajudam e leem para enfermeiros e médicos o que precisa ser feito. O que vemos foram frutos de projetos de engenheiros. Engenheiros projetam tudo. A Matemática é uma linguagem originalmente fria mais pode ser transformada em poesia. Com boa vontade e imaginação pode até sair uma poesia concreta.
          Existe um item da engenharia bastante relegado e bastante requisitado, por sinal muito requisitado – O vaso sanitário. Muito esquecido, mas na hora do aperto ele salva a situação. O vaso sanitário é uma invenção da engenharia que muito atuou ao lado da medicina. Não fosse ele, poluição, contaminação da água, alimentos, doenças corriqueiras e até de efeitos pandêmicos já teriam arrasado boa parte da humanidade.
          E a engenharia, dessa forma bem entendida e bem traduzida por Bagatelli quando se refere que a Engenharia abre campos para muitas outras atividades.

          E bem entendido, engenheiro é um metido.  

sexta-feira, 1 de abril de 2016



Semana de 1º a 8 de abril de 2016

Poema para Adriana
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

Adriana é uma moça diferente
Bem ao gosto da gente
Bastante comunicativa
Muito ativa e proativa
Muita garra para vencer obstáculos
Mesmo que tenha de enfrentar muitos tentáculos
Nos irradia muita energia
Com sua própria alquimia
Loura, linda e otimista
Simples e acessível, a todos conquista
É companheira e amiga fiel
Tê-la em seu convívio, é o mesmo que estar no céu
Formar-se em Jornalismo
É seu maior objetivo
Prudente, pensa grande, mas com os pés no chão
Essa é a maior marca de sua determinação
Se uma única Adriana nos faz tanta diferença
Não existe argumento algum contrário que me convença
Que mais Adrianas não se faz necessário
Ela sempre representa um bom presságio
Adriana de tão boa e maravilhada
Como espécime rara, deveria ser clonada
Espalhando na Terra seu amor
Anularia a nossa angústia e nossa dor
Adriana é muito humana
A bondade nela emana
Com ela o mundo é mais feliz
É o que todo mundo diz
É uma certeza, ela sabe e não se engana
Mas que encantamento seria se semeássemos essa flor
Chamada Adriana?
Chama-nos Adriana...
              -x-


quinta-feira, 24 de março de 2016

Semana de 25 de março a 1° de abril de 2016


31 de março – Dia da Saúde e Nutrição
Paulo Ferreira

“Tudo o que é bom para o nosso paladar é ruim para o corpo. Tudo o que é ruim para o paladar, é bom para o corpo” – J.R.P.T.

S
aúde é o estado de equilíbrio físico, mental e social - Definição segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS. E uma das formas de ter saúde, também é através da boa alimentação. Mas entrando nesse tema, boa alimentação deixamos bem nos tempos de antanho, quando tínhamos alimentação natural. E era mesmo natural, pois não tinha aditivos químicos nem biocidas (agrotóxicos e outros venenos aparentados).
         Trocamos qualidade por quantidade. Entre um arroz integral e um outro “branco imaculado” – o arroz branco, a quantidade necessária para nos saciar do integral é menor que a do outro. Sem falar que o natural é rico em fibras e vitaminas. Não só o arroz, mas também outros alimentos se inserem nesse processo de maleficiamento do arroz, que outros chamam de beneficiamento do arroz. A saúde provinda da alimentação não vem diretamente do reino vegetal e sim, da terra.  Um solo bem preparado, arejado e que acolhe uma população de indivíduos de espécies variadas, é um solo rico, mesmo considerando se argiloso, arenoso, argilo-arenoso e outros. A questão é que a saúde humana e a animal já são inicialmente comprometidas com o usa da adubação química. Por exemplo, no uso da adubação sintética nitrogenada, o elemento nitrogênio, através de reações químicas se transformam em nitratos. Estes, por sua vez se transformam em nitritos que também vão se transformar em deletérias nitrosaminas que são substâncias sobejamente cancerígenas.
          Devíamos ter critério para a questão dos alimentos. O principal: Qualidade Biológica dos Alimentos – é a propriedade de os alimentos produzirem saúde e não de gerarem doenças. Por força da definição supracitada, os refrigerantes em geral e outros venenos como doces, sorvetes, essa coisarada que as pessoas se empanturram com frouxidão, cada vez mais engorda a população. Tem muita gente gorda comendo demais. As pessoas saem de casa alimentadas e, quando querem marcar encontros, passear ou coisa que o valha, vão direto às mesas de restaurantes. Mesmo já atendo comido em casa. Comemos não por necessidade. Agora já passamos a comer determinado pela cultural. O pior é que comemos os alimentos “irresistíveis” atrativos para o paladar. O corpo então é quem vai pagar pelo pecado da boca – pecado da gula.
         Devemos comer para viver e não viver para comer. Mas parece que isso se perdeu nas noites dos tempos.
          Precisamos de uma Reeducação Alimentar. Urgente!