Semana de 2 a 9 de abril de 2021
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
- cinco vezes classificado
em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
- 1° Lugar em Concurso Literário Amaletras.
Cimento – do berço
ao túmulo
Poeta
Paulo Ferreira da
Rocha Filho.
I
Um
dos produtos mais usados na construção
Muito
versátil, ele não deixa ninguém na mão
Presente
nos casebres aos palácios em toda parte
Faz
de tudo um pouco, até Arte com muita Arte
II
No
Egito, cerca de quarenta e cinco séculos atrás
Usava-se
mistura de gesso calcinado – era demais
Que
viria ser o predecessor do atual aglomerante
No
Século XVIII J. Smeaton o melhorou - atuante
III
Cimento
pode parecer frio, impassível, distante
Mas
um momento, espere somente um instante
Belíssimos
jardins são com ele bem construídos
Sua
beleza artificial e a natural, tudo mais florido
IV
Fazem-se
muros, paredes para pessoas separar
Como
também pontes para todos trafegar
Verticaliza
cidades permitindo todos em ação
Economiza
espaço horizontal tudo em coesão
V
Desde
o nascimento o cimento nos acompanha
O
que representa uma importância tamanha
Ao
final da vida somos levados para o jazigo
O
cimento nos cobre em nosso derradeiro abrigo.
Perfeito. Espelha a realidade.
ResponderExcluir