quinta-feira, 17 de junho de 2021

 

Semana de 2 a 9 de abril de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Cimento – do berço ao túmulo

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

                                I

Um dos produtos mais usados na construção

Muito versátil, ele não deixa ninguém na mão

Presente nos casebres aos palácios em toda parte

Faz de tudo um pouco, até Arte com muita Arte

                                 II

No Egito, cerca de quarenta e cinco séculos atrás

Usava-se mistura de gesso calcinado – era demais

Que viria ser o predecessor do atual aglomerante

No Século XVIII J. Smeaton o melhorou - atuante

                                      III

Cimento pode parecer frio, impassível, distante

Mas um momento, espere somente um instante

Belíssimos jardins são com ele bem construídos

Sua beleza artificial e a natural, tudo mais florido

                                         IV

Fazem-se muros, paredes para pessoas separar

Como também pontes para todos trafegar

Verticaliza cidades permitindo todos em ação

Economiza espaço horizontal tudo em coesão

                                         V

Desde o nascimento o cimento nos acompanha

O que representa uma importância tamanha

Ao final da vida somos levados para o jazigo

O cimento nos cobre em nosso derradeiro abrigo.

 

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