quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Semana de 20 a 27 de outubro de 2017

                    Vícios e virtudes

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                     I
Pensando bem, bem pensado
O mundo é um supermercado
Com prateleiras cheias de vícios e poucas virtudes
Separar um do outro é questão de atitude
                   II
O que nem todos conseguem ver
É que o vício vem embalado em prazer
As virtudes, ao contrário exigem esforço
Sem disciplina, comemos a fruta e engasgamos com o caroço
                   III
Caminho do vício é sedutor – glamouroso
O da virtude nem tanto, é modelo criterioso
Essas condições podem ser relativizadas
O que é tudo para um; para outro pode ser nada
                   IV
Mesmo sabendo ponderar, podemos ainda errar
Principalmente quando lidamos como o novo – pode dar azar
Para viver na virtude combatendo o vício
Tem que saber usar bem o livre arbítrio
                      V
Para Aristóteles, virtude é razão sobre o impulso
Como uma verdade que defendemos com forte pulso
O que somos,  o que temos
Nem sempre é o que queremos
                        VI
Na arena social vícios e virtudes se digladiam
Desde os primórdios -  embates não deveriam
Em povos mais adiantados essa condição é rarefeita
Desenvolvimento espiritual, psicológico pode ser a receita
                     VII
Metafisicamente falando, o todo é maior que as partes
Seja invisível, tangível, imaginário – até Arte
E se cada um de nós é parte do todo, de um sistema
Vício é morte; virtude é vida - que assim se entenda.                                -x-

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Semana de 13 a 20 de outubro de 2017

                    Marília

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                              I
Marília Eduarda é uma mulher determinada
De vanguarda, segue a vida muito disciplinada
De frente, enfrenta todo tipo de desafio
Como desmanchando novelo puxando o fio
                             II
Atenciosa, educada, cordial e muito sincera
Se todos a tivessem como amiga, ai quem dera!
Como todo o mundo, já levou tropeços na vida
Mas levanta-se, age e reage em precisa medida
                             III
Muito estudiosa, muito esforçada
Não troca seus objetivos por nada
Marília de mil profissões em uma lista
Escolheu a que mais a atraía – Jornalista
                             IV
Eu até diria que uma inversão aconteceu
Mas foi o Jornalismo que a escolheu
Como profissional é muito talentosa
Como pessoa Marilia é maravilhosa
                              V
Boa de negócios, empreendedora, analítica, perspicaz
Ela vai longe, atinge metas – sabe muito o que faz
Também pode se dar bem em um fazer qualquer
Afinal, quem ousa duvidar dessa grande mulher?

domingo, 15 de outubro de 2017

Semana de 8 a 15 de setembro de 2017

Coração daltônico
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nqacional Novos Poetas do Brasil)

Quando você me passou seu código de conduta
Em nosso relacionamento
Pensei: vai ser uma luta
O que pode, o que não pode
O que deve, o que é preciso
Guardar tanta coisa, não consigo
Você criou um estatuto com muitos sinais vermelhos
Reflete a realidade, ou serve de espelho?
Meu coração é daltônico
O verde não conhece
O vermelho nunca viu, deixa pra lá: esquece
Essa deficiência visual
Torna no coração tudo igual
Diferente
É somente a reação da gente
Coração é irracional
Não usa a lógica
Ele é por essência muito passional
A inteligência vence a força
Mas não vence a beleza
Disso tenho certeza
Mas não me queira mal
Por lhe querer bem
Mudanças sempre vem
Meu coração me colocou numa fria
Penso em você dia e noite
Noite e dia
Sinto-me imobilizado, acorrentado e atônito
Tudo isso por ser governado
Por um coração piegas e daltônico.
                         -x-



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Semana de 1° a 8 de setembro de 2017

                    Pax romana

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                               I
O eterno gigante pela própria natureza
Sucumbiu. Atrofiou ante às espertezas
Os três poderes não servem mais para nada
A população honesta está totalmente orfanada
                                II
Diversas ideologias e suas promessas vãs
Implodiram o país do futuro, enfraquecendo o amanhã
Os noticiários de corrupção parecem disco de vinil estragado
Roda, roda, roda sempre repetindo o que foi cantado
                             III                             
Proletários gerando riqueza, trabalhando
E “as elite” à luz do dia nos assaltando
Somente o grupo J&F movimentou R$ 248 bilhões
em 14 anos
Em clima de muitas festas, enganos e desenganos
                            IV
A sangria no bolso tira nossa última gota de sangue
A classe trabalhadora sofre, pena. Está exangue
Assalto para as gerações atuais e também às futuras
Falta de respeito. Ninguém resiste, ninguém atura
                          V
Os cinco presidentes militares morreram pobres
Políticos do alto e baixo clero nadam em cobres
Pode aparecer algum frio e fanático analista
Acusando quem pensa diferente de golpista
                        VI
Golpe mesmo é o que o país está sofrendo
Também energia, gás, água mais caras – não entendo
Desejamos o quanto antes um novo amanhecer
Exumo cazuza: “ideologia – eu quero uma pra viver”
                         VII
E agora? Quem poderá nos socorrer?
Um exército formado comigo e você
Que venha rápida e determinada a justiça
Em qualquer cor: branca, azul ou verde oliva.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Semana de 25 de agosto a 1° de setembro de 2017

                    Cotidiano brasileiro

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).
                         I
No Brasil há muito tempo não é diferente
Sempre notícias que estão roubando a gente
Em Brasília tem muita quadrilha bem aparelhada
Com políticos nos assaltando com cara deslavada
                          II
O acesso aos bens públicos é bem organizado
E todos são sem dúvidas muito bem aquinhoados
Quando descobertos, vem a espetacularização da notícia
Com esses ladrões fortemente escoltados pela polícia
                        III
Mas se a roubalheira fosse de políticos somente
A população não fica atrás Age também verozmente
Pois quando tomba um caminhão
Muitos na carga metem a mão
                      IV
O motorista em seu pior momento de sofrimento
E os saqueadores sem respeitar esse sentimento
Essas mesmas pessoas chamam político de ladrão
Como, se nesse vasto campo todo mundo é irmão?
                      V
E nessa mixórdia, alguns revoltados se proclamam
Uns indiferentes, outros ausentes, outros se inflamam
Nas Redes de Comunicação como uma diversão
Fazem gracejos, fazem piadas em meio a tanta insatisfação
                    VI
Esse não é o momento indicado para piadas
Nossos sonhos, nossa liberdade uma, uma surrupiada
É difícil aceitar mas no Brasil crime compensa
Justiça imperiosamente exemplar não existe – se dispensa
                  VII
Muita roubo foi mostrado. Não há mais mistério
Vamos à rua, vamos agir, vamos ser sérios
Chega de sermos secularmente roubados
Não podemos deixar na graça e tudo de lado
                 VIII
Cadeia é pouco. Pode até ser um paraíso
Lá dentro estão mais protegidos que nós – tudo garantido
A população presidiária é mantida com dinheiro de nosso imposto
E quanto mais gente presa, para nós, mais desgosto
                             IX
Deveriam todos terem os bens arrestados
CPF e demais documentos legalmente anulados
Extinguir cidadania com essa justificativa
Com isso talvez voltemos às nossas vidas ativas
                            X
É preciso urgentemente cassar dos ladrões a cidadania
Sobrariam somente os nomes. Nenhum tipo de negócio se realizaria
Nas mídias, uma programação de interesse do povo
Daí quem sabe, um outro país poderia nascer de novo?!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017


Semana de 18 a 25 de agosto de 2017

Livro – instrumento
de aperfeiçoamento

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                 I
Com emoção e oração
Agarre-se aos livros
Eles são tábuas de salvação
Estudar como navegar é preciso
                   II
Livro é chave que o mundo inteiro abre
Dele podemos fazer a melhor mensagem
Livro ensina, instrui e também muito educa
À falta dele muita gente na vida se machuca
                   III
Livro na vida é de grande importância
Acompanha a nossas vidas desde a infância
Livro é por excelência amigo por inteiro
Livro é nosso melhor e mais fiel companheiro.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Semana de 11 a 18 de agosto de 2017

E por não estar completa
plástico em nossa dieta
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                            I
Nossa maneira de viver de tão incerta
Novidade – agora temos plástico na dieta
Nos EUA – pesquisa da Orb Media
Mostra que em alimentação perdemos as rédeas
                           II
São microplásticos – fibras sintéticas
Deixando a população atônita e patética
Tintas são plásticos líquidos – outro transtorno
E a natureza apenas os trata como estorno
                          III
No mundo 270 milhões de toneladas de plástico são produzidas
Metade é descartada pela sociedade assim traduzida
Sete milhões de toneladas escorrem em rios e mares todo ano
Lucro para poucos; para todos sobram danos
                          IV
Ocorre a contaminação em toda cadeia alimentar
Não se tem opção, disso ninguém consegue escapar
A persistência do plástico no ambiente é secular
Molécula sintética é complicada na natureza se degradar
                             V
100 km de pneu rodado produz 20g de pó
Implica em muita coisa – não é um problema só
A média mundial é de 4,3 fibras por litro
Está tudo funcionando errado – isso eu alvitro
                            VI
Junte-se a isso sacolas, canetas, fraldas, absorventes
E um bilhão de canudos ao ano – uma verdade inconveniente
Fica difícil dessa maneira o mundo melhorar
Porque nem todos querem desses vícios abdicar.