Semana de 1° a 8 de setembro de 2017
Pax romana
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Três vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).
I
O eterno gigante pela própria natureza
Sucumbiu. Atrofiou ante às espertezas
Os três poderes não servem mais para nada
A população honesta está totalmente orfanada
II
Diversas ideologias e suas promessas vãs
Implodiram o país do futuro, enfraquecendo o amanhã
Os noticiários de corrupção parecem disco de vinil
estragado
Roda, roda, roda sempre repetindo o que foi cantado
III
Proletários gerando riqueza, trabalhando
E “as elite” à luz do dia nos assaltando
Somente o grupo J&F movimentou R$ 248 bilhões
em 14 anos
Em clima de muitas festas, enganos e desenganos
IV
A sangria no bolso tira nossa última gota de sangue
A classe trabalhadora sofre, pena. Está exangue
Assalto para as gerações atuais e também às futuras
Falta de respeito. Ninguém resiste, ninguém atura
V
Os cinco presidentes militares morreram pobres
Políticos do alto e baixo clero nadam em cobres
Pode aparecer algum frio e fanático analista
Acusando quem pensa diferente de golpista
VI
Golpe mesmo é o que o país está sofrendo
Também energia, gás, água mais caras – não entendo
Desejamos o quanto antes um novo amanhecer
Exumo cazuza: “ideologia – eu quero uma pra viver”
VII
E agora? Quem poderá nos socorrer?
Um exército formado comigo e você
Que venha rápida e determinada a justiça
Em qualquer cor: branca, azul ou verde oliva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário