sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Semana de 12 a 19 de agosto de 2016

Olimpíada – Jogos da exclusão
Paulo Ferreira da Rocha Filho
                          I
Duzentos países, 11.494 atletas
Muita especulação – vitórias são incertas
Para se chegar ao nível olímpico
É disciplina espartana ou o limbo
                          II
Povos estão juntos, mas não se irmanam
São poucas medalhas e muitos demandam
Esses jogos representam também exclusão social
Onde cada um deseja destaque – ser o tal
                            III
Homens-máquinas, homens e seus metais
Homens que querem muito, muito mais
Homens de ouro, homens de prata, homens de bronze
Homens que poucos reluzem – a maioria some                           
                          IV
Exigem-se dos superatletas força, velocidade,
Concentração, técnica, harmonia, agilidade
Milímetros ou até diferença de fração de segundo
Celebrizam ganhadores aos olhos do mundo
                             V
Ao todo são trinta e nove modalidades esportivas
Não é guerra, mas as batalhas são renhidas
Muitos treinam até a vida inteira – é fato
Aos que ficam fora do pódio – o anonimato
                           VI
Corrida do ouro e do ideal capitalista de felicidade    
Desejo cultuado até na mais tenra idade
Olimpíadas ocorrem, sabemos a cada quatro anos
Podem definir vidas nas certezas e nos desenganos
                          VII
O que a humanidade ganha com tudo isso?
Uma sociedade com poucos notáveis como num atletismo?
Pensando bem, é muito para tão pouco alento
Diz-se em Eclesiastes – muito esforço para abraçar o vento
                           VIII
Continuamos reproduzindo concentração de renda
Quem ler esta poesia que assim a entenda
Não fazemos oposição – não queremos contra a correnteza nadar
Em outras palavras, dizemos que o mundo precisa melhorar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Na semana passada deixamos de inserir artigo inédito por defeito técnico. Não na máquina e sim, em mim. Comi uma esfirra de frango com catupiri. Comi por um descuido. Não devo comer nada que seja lácteo... O leite me leva ao hospital. O leite está para mim assim que a kriptonita está para o Super-homem. A propósito, o  leite vacum é o melhor alimento que existe - para o bezerro.

 Semana de 5 a 12 de agosto de 2016 
12 de agosto - Dia das Artes


Movimentos Artísticos

Paulo Ferreira da Rocha Filho

                         I
Meio de expressão e sentimento dos humanos
A Arte é arauto e nossa bandeira há milhares de anos
Inúmeros Movimentos Artísticos surgiram
Renascimento, Barroco, como ímã nos seduziram
                         II
Neoclassicismo, Romantismo deram seus recados
Mesmo tendo que se prender a certos recatos
O Realismo se preocupou com a Psicologia e o Social
Para o Naturalismo – só a natureza explica o mundo real
                         III
Na sequência, o Impressionismo nas Artes Plásticas e na Música
Segue o Simbolismo acolhendo abstracionismo – sensação única    
O Expressionismo com subjetividade; o Modernismo nas Artes Plásticas e Literatura
Mostram a força das Artes e porque ela resiste e perdura
                         IV
O Cubismo se apóia nos geométricos traços
Explode o Dadaísmo, anárquico deixando tudo no maior embaraço
O Futurismo rejeita o moralismo passado e propõe uma nova beleza
Centrado na velocidade, linguagem abreviada, mas com singeleza
                         V
O Construtivismo desabrocha no Cinema e no Teatro
O Abstracionismo busca novas formas e cores de fato
Profundo e denso, o Surrealismo influenciado pela Psicanálise
Desafiando a tudo e a todos, deixa que o julgue a qualquer análise
                         VI
O Primitivismo valorizando a Pintura Acadêmica
Destacando o popular, mostrou que a Arte não estava anêmica
O Concretismo nas Artes Plásticas e na Música Erudita
Transformando palavra em tijolo - o que muita gente não acredita
                          VII
O Pop Art explorando a Cultura de Massa
Sem distinção, democrático – a todos abraça
Surge no Reino Unido e se revigorou nos Estados Unidos
Contrapondo-se, surge o Minimalismo
                           VIII
E dessa maneira foi e voltou o leitor atento
Em viagem encantada ao passado – pelo Túnel do tempo
Numa jornada com diversas escalas e matizes – gratificante
Conhecendo Artes e Movimentos Artísticos – Muito edificante.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Semana de 22 a 29 de julho de 2016

25 de julho - Dia do Escritor

Paulo Ferreira da Rocha Filho

Não fossem os escritores na linha  do tempo
O passado estaria ao sabor do vento



O papel ajudando a construir a linguagem

Paulo Ferreira da Rocha Filho

O papel foi inventado pelos chineses lá pelo Século VI a.C.  A linguagem, por sua vez, surgiu primeiro mas sua origem se perde nas noites dos tempos.
          É difícil negar, mas o papel teve uma significativa função de todo o aperfeiçoamento de todo tipo de linguagem. Não era nada fácil escrever em pedaços de ossos, superfícies rupestres e até em materiais inimagináveis. Com seu uso facilitado por sua capacidade de portabilidade, dobrabilidade e durabilidade, bastavam essas três propriedades para justificar a universalização de seu uso.
          Quando usamos os recursos do word na computação, sempre que queremos arquivar um documento o “salvamos ”. E foi com esse gesto de escrever ao longo do tempo usando papel que até sem percebermos, que a humanidade foi “salvando” nos pergaminhos, papiros (parentes do papel) e no papel propriamente dito, a linguagem ainda em todo seu processo de construção, formando o  arcabouço cultural do mundo.
          E dessa forma, geração a geração, o papel nos acompanha do berço ao túmulo. Para o bem ou para o mal, é nosso companheiro íntimo.
          Ganhou até uma poesia:

Folha de papel
 Paulo Ferreira da Rocha Filho
                                  I
Numa folha de papel se registra um nascimento
Uma mágoa, um fingimento
Numa folha de papel se manifesta uma negação
Uma dúvida, uma aprovação.
                                  II
Numa folha de papel se educa,
Escrevem-se coisas boas, normais, outras malucas
Numa folha de papel se declara amor,
Uma paixão, uma desilusão, uma dor.
                                III
Numa folha de papel se celebra um casamento
Uma separação, um afastamento
Numa folha de papel se encontra a sorte
O desgosto, a frustação, a morte
                              IV
Numa folha de papel pode estar a Bíblia de Deus ou de Satanás o Anais
O tudo
Ou nada mais.


terça-feira, 19 de julho de 2016

Semana de 15 a 22 de julho de 2016

 Soneto da volta de Alika
Paulo Ferreira da Rocha Filho
                        I
Ah! Doce Alika que para casa voltas
Tudo foi uma armadilha que o destino entorta
Fizeste uma viagem, não um passeio
Mas serei recompensado me aportando em teus seios
                           II
Ausente estiveste. Para o tempo, seis anos; para mim, seis séculos
Nesse momento lancinante, duvidoso – fico incrédulo
Que voltando a ocupar nosso espaço
Eu a terei novamente em meus braços
                            III
Dentro de casa, o tempo parou
Teus guardados, gavetas, nada mudou
Mas minha vida parou inteira
                        IV
Muito de meu viver foi modificado
Deixaram marcas no meu peito tão dilacerado
Triste e desolado, tive a solidão como companheira.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Semana de 8 a 15 de julho de 2016

 “Folha de Papel” em concurso nacional de poetas faz bonito seu papel
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                                I
O Concurso Sarau Brasil 2016 foi alvissareiro
Aberto a todo brasileiro
Que imbuído de tristeza ou alegria
Inscrevesse sua poesia
                                       II
Uma legião de poetas se mobilizou
Cada um sua obra enviou
Para concorrer entre as 250 melhores
Destacando-se conteúdo e não se menores ou maiores
                                       III
Enviei “Folha de Papel” uma poesia singela
Depois, o resultado: dentre as contempladas estava ela
Falando da importância do papel na transmissão da escrita
Produzindo e reproduzindo para cada geração o que a cultura dita
                                       IV
Declamada, Eneida para Virgílio é cântico para seus ouvidos
“Folha de Papel” é um sussurro inebriante para meus sentidos
E eu que pensava que não cabia mais nada nessa folha de papel
Inopinadamente, é como se esse concurso tivesse caído do céu.                             

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Semana passada deixamos de postar artigo por problemas técnicos. Nossas desculpas aos nossos leitores.

Semana de 1º a oito de julho de 2016

  Jornalismo – ainda fora da lei
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

As sociedades quanto mais avançam
Mais direito e progresso elas alcançam
Ocorre em diversas áreas do conhecimento
Conquistas que abrangem o maior intento
                                      II
Profissões são legalmente regulamentadas
Para evitar práticas inapropriadas
Dessa forma o exercício legal
É exercido por competente profissional
                                  III
Existe um fato que até causa receio
Nesse universo há um patinho feio
Uma profissão que merece que muito se invista
Atua como catalizador da democracia – jornalista
                              IV
Muitos estudantes querem seguir essa carreira
Acreditam em si e na estabilidade para a vida inteira
Pais zelosos não querem que filhos sejam jornalistas jamais
Porque diploma ainda não se necessita mais.
                              V
A inconstitucionalidade do diploma
Atirou muitos sonhos e talentos na lona
O que permite que práticos curiosos e improvisados
Desempenhem a função sem muito tato
                             VI
Deram uma pedrada na vigilante Democracia
Que com olhos de Argos Panoptes a governabilidade vigia
Fragiliza a ética na governabilidade
Nas acrópoles e no resto das cidades
                            VII
Desconfie quando você não mais puder materializar seus pensamentos
Porque o jornalismo é nosso maior instrumento
Que instrui, educa e apoia a quem bem governa
Fora disso, o ideal de um povo hiberna
                           VIII
O que questionamos não é que somente jornalistas devem escrever
Mas ter um conselho que regulamente e determine o cumprimento de seu dever
Jornalismo, das profissões não é  bagaço
É igual a todas as outras e que seja exercida com têmpera de aço
                            -x-




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Semana de 17 a 24 de junho de 2016

 Acessibilidade
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

                           I
O mundo é de aparência
Isso avilta a decência
Das minorias excluídas
Que contribuíram com suas lidas
                            II
Tratar todo mundo igual parece, mas aqui não é  democrático
E cabe até na cabeça de qualquer fanático
Que diferentes devem ser tratados diferentes
Eles também, são gente
                         III
Diferente somente na condição
E igual na participação e valorização
A urbe marcada por asfalto e cimento
Já começa a assumir novo comprometimento
                        IV
Acessibilidade agora é realidade
Direito às pessoas de todos os sexos e idades
Não é favor, é lei
Vale a pena dizer: esperei e alcancei
                          v
O Poder Público quer que todo projeto
Concebido por engenheiro ou arquiteto
Tenha aclive de até oito por cento
Para rampas de residências, casas comerciais e de entretenimento
                             vi
Nos transportes coletivos, terrestres, aéreos e Aquaviários
Uso constante – é diário
E em tudo que a ciência sabe e ensina
Existe até cadeira sobe-e-desce em piscinas
                                  vii
Não é para todo mundo nisso se meter
É cumprimento de normas estritas da ABNT
Uma outra condição que muito importa
São 90cm de largura das portas
                                   VIII
Até mesmo para quem está hoje firme e duro
Amanhã poderá ter outro futuro
Se levar uma queda ou se acidentar
Quebrando braço ou perna, vai se igualar
                                   IX
Aos demais deficientes
Mas que fiquem todos cientes
Outras deficiências também existem
Visual, auditiva e tantas outras persistem
                                 X   
Convivência com todos é nosso bem maior
Eles querem justiça, não  pena nem dó
Precisamos nos harmonizar
Todos pela mesma causa, lutar
                           XI
Unidos –maiorias e minorias
Pela mesma energia, alegria e sinergia
Lutar para tudo melhorar
Luzir, espiritualizar e brilhar.