Semana de 15 a 22 de julho de 2016
Soneto da volta de Alika
Paulo Ferreira da Rocha Filho
I
Ah! Doce Alika que para casa voltas
Tudo foi uma armadilha que o destino entorta
Fizeste uma viagem, não um passeio
Mas serei recompensado me aportando em teus seios
II
Ausente estiveste. Para o tempo, seis anos; para mim,
seis séculos
Nesse momento lancinante, duvidoso – fico incrédulo
Que voltando a ocupar nosso espaço
Eu a terei novamente em meus braços
III
Dentro de casa, o tempo parou
Teus guardados, gavetas, nada mudou
Mas minha vida parou inteira
IV
Muito de meu viver foi modificado
Deixaram marcas no meu peito tão dilacerado
Triste e desolado, tive a solidão como companheira.