terça-feira, 16 de março de 2021

 Semana de 12 a 19 de fevereiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Candelabro para Alika 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

                          I

Lembro-me muito bem daquele dia

A sala tão bonita que você tanto queria

E você me falava, a sala de seus sonhos

Em seu lugar neste momento me ponho

                         II

Uma sala com características palacianas

O que é bonito, belo e tão útil a gente ama

Cantinho nidificado a felicidade se introduz

Sem luxo, bem simples mas cheia de luz

                        III

É muito brilho, você quer um meu conselho?

Ao visitar Versalhes vá à Galeria dos Espelhos

Há toda espécie de lustres em luz emanando

Você sai encantada, sai nas nuvens, levitando

                          IV

Imponente, o seu então, ilumina chão e mesa

Um candelabro clássico modelo Maria Tereza

Lindo, elegante, requintado, majestoso lustre

Em especial para iluminar você, amada ilustre.

 Semana de 5 a 12 de fevereiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

José Gomes Fragozo Neto

José Gomes Fragozo e neto

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

                         I

Avô e neto são antípodas na idade

Os dois juntos é tudo uma só felicidade

O pequeno Tom está sempre em movimento

E vence o avô no cansaço do entretenimento

                        II

Tom, pequeno infante, é uma bela criança

E desperta no avô suas antigas lembranças

Das peraltices de quando ainda era menino

Os tempos eram outros, mas muito traquino

                      III

É bonito vê-los em tamanha harmonia

Não tem hora, pode ser noite ou de dia

Tom, da situação é quem sabe o que diz

O avô, simplesmente um mero aprendiz

                    IV

O avô, apesar de sua enciclopédica cultura

Encontrou agora um parceiro à sua altura

Tom já se apresenta com uma boa didática

Ensina ao vovô rudimentos da Informática

                          V

Brincando, neto não pode nunca ser adulto

Mas o avô pode fazer parte desse “tumulto”

Avô, outrora foi pai, ele agora está sentindo

Momentos vem, momentos vão se repetindo

                         VI

José Neto sempre foi um homem correto

Cuidou bem da mãe, hoje cuida do neto

Momentos que irão cristalizar-se no guri esperto

Neto é o passado do avô; e avô é o futuro do neto.

domingo, 31 de janeiro de 2021

 

Semana de 29 de janeiro a 5 de fevereiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Pequena poesia para uma grande mulher

(Para Aldacy Costa Moreira da Silva – Dadá)

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

Mulher muito amada

Mulher muito querida

Mulher de muita garra

Mulher exemplo de vida.

 

 Semana de 22 a 29 de janeiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Mar, rio e piscina

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

Eu que gosto e mar não tenho

Me banho no rio do engenho

Já em piscina muito me agrada

Gosto quando a água é parada.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

 Semana de 15 a 22 de janeiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Síndrome de Penélope

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

                         I

Era minha amiga de muitos anos

De minha parte, aqui explano

Eu apenas queria amizade sincera

Ela, diferente, me contrapusera

                         II

Cerca de dez anos numa fantasia

Que ela alimentava todo santo dia

Solícita, educada, muito atenciosa

Eu me esgueirava, não queria prosa

                        III

Parecia Penélope, esposa de heroi

Ulysses, misto de grego com playboy

Quando de sua luta na Guerra de Troia

Seu Sol, seu mar, sua vida, sua joia

                         IV

Que exatamente não era esse meu caso

Cá com meus botões: com essa não caso

Resisti a cantos de sereias e de feiticeiras

Não iria eu agora quebrar essa barreira

                           V

Prezo-a muito, e a admiro como uma amiga

Mas fiquemos em nossa amizade antiga

Uma decisão errada pode até criar revolta

Não é cabelo que cabeleireira corta e volta.

 

 

 

 

Semana de 8 a 15 de janeiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Você é seu melhor amigo

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

 

Procurar segurança no outro

Pode ser grande perigo

Você não é nenhum louco

Você é seu melhor amigo.

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

 Semana de 1º a 8 de janeiro de 2021

 

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho

cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil;
1° Lugar em Concurso Literário Amaletras. 

 

Uma casa soturna

Poeta

Paulo Ferreira da Rocha Filho.

                          I

Era uma casa muito triste, bem pequena

Morar ali não era normal, não valia a pena

Um desequilíbrio total nas energias

Se iniciava logo cedo ao raiar do dia                                

                        II

A provedora dona da casa era desequilibrada

De humor instável, como se vivesse chapada

Um dia cravou um garfo na cabeça de um menino

É Para se ter vaga ideia de seu extremo desatino

                       III

Essa velha tomou para si cinco crianças

Tutorando-as em profunda e má ordenança

A criança mais frágil, mais calada foi por ela eleita

Para ser o poço de seus ataques com suas desfeitas

                       IV

Sobravam insultos ao bom velhinho – seu marido

Vivia ele em seu mundo fechado – homem querido

O ambiente era uma colmeia muito enxameável

Muito hostil, lúgubre, pesadamente desagradável

                       V

Havia uma mordaça, ninguém falava o que queria

Alegria não entrava, naquela casa ninguém ria

Cada um se supria a seu modo, lavava sua roupa

Cada um por si e distantes, tinha muita coisa louca

                     VI

A idosa, como toda abelha rainha foi envelhecendo

As crianças por sua vez, foram se desenvolvendo

Anos e anos foram se passando e a anciã morria

Todos podiam melhor respirar, a esperança nascia

                      VII

O tempo passou. Aquela casa não mais existe

Somente uma pesada lembrança ainda persiste

A casa foi abandonada, foi causa de muita insônia

Nunca mais será erguida, a exemplo da Babilônia.