Semana de 24 de fevereiro a 3 de março de 2017
A maior das invenções
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha
Filho
I
A questão até pode ser
discutível
Numa conversa arrazoada,
inteligível
Busca-se enfim uma opinião
Para “eleger” a maior
invenção
II
Da escrita ao arado
Faz o homem seu traçado
Em sua trajetória inventiva
Muitas vezes acertando por
tentativa
III
O avião nas viagens abrevia o
tempo
É tanta invenção, tanto
invento
A maioria é importante e
valiosa
Outras nem tantos, não pagam
uma prosa
IV
Para que inventar a bomba
atômica
Que mata pessoas e deixa a
humanidade atônita?
E as mortíferas armas de fogo
Gerando tanta violência – segurança é logro
V
Energia artificial – Quanta
luz
Quanto progresso ela traduz
O motor a combustão apesar de
imundo
Ainda movimenta este moderno
mundo
VI
E as invenções vão suprindo
as necessidades
De indivíduos em todas as
idades
Na vida se inventa, reinventa
Num turnover que o mundo ostenta
VII
Mas a invenção mais marcante
Vence as demais de forma
acachapante
Faz o homem voltar ao natural:
São os óculos de grau
VIII
O invento das lentes óticas
Foi uma coisa muito boa,
ótima
O surgimento dos óculos de
grau
Evitou que milhões tivessem
deficiência visual
IX
Quem não enxerga bem, com eles
veem com nitidez
E assim todo mundo vê bem o
mundo, têm vez
Óculos também permitiram
outras invenções
Em nosso país e em outros
rincões
X
Grandes gênios e inventores
usaram-nos em seus ofícios
Para criarem e desenvolverem
seus artifícios
As utilidades mil, é certo, nunca
irão findar
Sem eles, quase impossível a linha
na agulha enfiar.
Observação:
o atento e estudioso leitor deste blog José Aparecido Fontoura leu o original
escrito com sete estrofes. Depois, sugeriu que a poesia carecia de um sentido
mais conclusivo. Ficou então com 10 estrofes.
Pingos de Filosofia atendeu e agradece
ao leitor.