Semana de 29 de dezembro de 2016 a 6 de janeiro de 2017
Fala-se em crise e até que estamos
vivendo a maior recessão da história do país. Mas crise tem um componente
humano de má gestão da coisa pública. O serviço público passa por um processo
de carnavalização. Serviço público no Brasil é precário, deficitário, caro e
com uma avenida sem fiscalização convidativa para a corrupção. Quase tudo pode.
Principalmente com o loteamento de poder com os chamados Cargos de Confiança –
CC. Os concursados habilitados pela competência são os “Cargos de Desconfiança”
– CD. Não existe cobrança de resultados, projetos são poucos os que funcionam e
até com cumprimento de prazo. Sem generalizar mas tem muita gente
incompetente sendo chefe não tendo a
mínima condição nem para ser dublê. No cinema dublê sabe fazer.
Há uma falta de consideração ao
contribuinte que paga caro para manter essa máquina colossal e oca em seu
efeito.
Pelo menos, político deveria ter duas
qualidades para desempenhar sua função:
a) Competência e
b) Honestidade.
Pingos
de Filosofia faz uma justa referência a um humano digno. Competente e que
batalhou honestamente a vida inteira. Uma mulher guerreira, determinada e que
moveu montanhas para seguir a vida – D. Eucleta. Vocês não vão encontrá-la em
nenhuma enciclopédia nem outra fonte. D. Eucleta é personalidade exclusiva de
Pingos de Filosofia. É aqui retratada por méritos – um exemplo de vida,
inclusive para todas as pessoas e principalmente políticos:
D. Eucleta
Poeta
Paulo
Ferreira da Rocha Filho
I
Seguramente,
a vida de D. Eucleta
Se não
foi triste, também não foi uma festa
Ainda
jovem morreu-lhe o marido
Sabemos
da agrura de perder um ente querido
II
Sozinha,
dois filhos para criar e educar
Mais
que nunca, precisava continuar a trabalhar
Seus
rebentos – Maria do Socorro e José Neto
Canalizou
esforços para garantir aos dois, futuro certo
III
Investir-se
ao mesmo tempo de mãe e pai
Não é
fácil, tem de ser muito capaz
Ainda
mais manter filho em Curso de Agronomia
Apesar
de Faculdade Federal, mais despesa viria
IV
Cinco
anos na Faculdade – José Neto impedido de trabalhar
O curso
em horário integral e disperso – difícil encarar
E para
continuar tecendo este mesmo assunto
Fui
testemunha desse evento – estudamos juntos
V
Condições
parecidas – dinheiro pequeno; grande era a esperança
Acreditávamos
em coisas que os olhos não viam, mas que só a mente alcança
A parte
prática do curso era em Viçosa – lá no interior
Passagem
de ônibus cara – carona pegávamos – não tínhamos pai doutor
VI
Foi
duro para D. Eucleta enfrentar os leões na arena da vida
Mulher
guerreira, de coragem, não se dobrou – sempre aguerrida
Amanuense
da Gráfica Oficial do Estado de Alagoas – um exemplo
Passados
alguns anos – mergulhado no passado – eu a contemplo
VII
Agora
os papeis na família estão trocados
Se
antes ela cuidava deles, hoje dela estão ocupados
Socorro
- filha amorosa, José Neto – filho amoroso
Essência
e marca indelével da família Fragozo
VIII
D.
Eucleta hoje também vive ao sabor da aposentadoria
Seu
mundo ficou menor – mais caseira em seu dia a dia
O
relógio de sua vida não marca mais os segundos – somente horas
A
pressa, companheira de outrora, foi embora. O tempo se revela em cada aurora
IX
D.
Eucleta prometeu-me preparar um camarão bem servido
Vou dar
uma de glutão, muito, mas muito metido
Se
promessa cria expectativa porque palavra é trato
Não
hesitarei – pantagruelicamente comerei até limpar o prato
X
Para
desfrutar dessa ambrosia terei de ir a Maceió
Estou
com água na boca – é tudo um pensamento só
De pensar,
quase me contento
Tudo é
uma questão de tempo
XI
A
existência no planeta de D. Eucleta por si só justificaria
Somem-se
a isso seus filhos – estrelas luzidias
D.
Eucleta – mulher de muita garra – briosa
D.
Eucleta – mulher insubstituível, divina, maravilhosa.