sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Semana de 9 a 16 de setembro de 2016


Jogos Paralímpicos Rio  2016

Poeta: Paulo Ferreira da Rocha Filho

Maior evento esportivo mundial com deficientes
Exigência única é que seja pessoa consciente
Pode ter mobilidade reduzida, amputação
Muita vontade, força, garra e muita ação
                        II
Cegueira ou paralisia cerebral não é limite
É preciso confiança e que cada um em si acredite
Muita, muita disputa. Almejam medalhas ao todo 159 países
Os resultados são computados com precisão e sem deslizes
                        III
Mais de 4.000 atletas paralímpicos muitos inspirados
Fruto de muito esforço, tenacidade, todos iluminados
Os paralímpicos são particularmente diferentes
Fora isso, igual a toda nossa amada gente
                       IV
A origem desses jogos foi a reabilitação física e o moral
Para estimular militares feridos na Segunda Guerra Mundial
Sua primeira edição aconteceu em 1960, em Roma
Contemplando todos os idiomas nessa grande soma
                       V
Atualmente os jogos são disputados em 27 modalidades
Com paralímpicos das mais variadas estaturas e idades
O caminho é longo. Foi difícil chegar até aqui
Quem conseguiu, superou aos outros e a si
                       VI
Porque não é fácil ser desigual e ao mesmo tempo minoria
Num mundo onde a estética atropela a ética – assim dita a maioria
Somos carne e osso, mas também borracha e metal
Diferentes na aparência e destreza, mas cidadão igual
                       VII
Porém um pouco dessemelhante: orgânico e inorgânico
Somente presente. Nem futurista nem adâmico
Somos células, moléculas – gente que luta
Grande parte de nós vive da própria labuta
                       VIII
É visível - alguns de nós também são bastantes tecnológicos
Mas a maior parte dos equipamentos são naturais, biológicos
Porém temos no peito um equipamento que pulsa e não reclama
Que chora, que ri, que sofre, que alegra, que reza, que ama
                        IX
Que nos esforcemos e vivamos insistentemente
Porque “a pior morte que existe é se viver inutilmente”
Narramos um pouco de nós nas linhas desses versos
Somos humanos diversos – filhos de Deus e do Universo

Obs. “A pior morte que existe é se viver inutilmente”
Transcrita da música “Em algum lugar do mundo”
 interpretada por Taiguara (com Som Imaginário)
 Autores: Ivan Lins –Ronaldo Monteiro de Souza.




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