sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Semana de 19 a 26 de fevereiro de 2016

“Seo Paulo, entrei em seu blog. Achei muito bacana e indiquei para alguns conhecidos meus. Muito bacana, muito bom... Parabéns pelos textos, parabéns pelo trabalho” – Prof.Dr. Elídio de Carvalho Lobão – Engenheiro Eletricista. Dr. em Engenharia e Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE.

Aos 15 anos, calouro mais jovem do Ita
Paulo Ferreira

“Só a ignorância aceita e a indiferença tolera o reinado da mediocridade” – José de Alencar.

V
ictor Raniery da Silva Holanda, de Natal (RN) ingressou no Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA.  É um dos vestibulares mais difíceis e concorridos do país. Sempre à frente dos conhecimentos que eram dados em sala de aula, na oitava série,  queria ser dispensado da nona e passar para o ensino médio. Precisava então fazer uma prova do supletivo, mas o Estado não permitia por ele não tinha idade mínima. O pai entrou na justiça e o juiz decidiu que o Estado seria obrigado a aplicar a prova. Fez e conseguiu concluir o curso Fundamental. Estudava até cerca de 13 horas por dia. Assim, abriram-se as portas do ITA.
          Nosso país não está preparado para lidar com gênios. Muitas vezes em sala de aula estudantes  como Victor Raniery são vistos como aluno-problema, porque terminam as tarefas antes dos demais e professor despreparado fica sem saber lidar com ele. Dessa forma, o aluno permanece na sala de aula vendo e revendo o que aprendeu. Como a galinha na sala de aula quando bem poderia ser o que realmente é – águia – (Fábula da águia que fora criada como galinha).
          O país está preocupado, sim, mas em outro tipo de talento, aliás, atributo – beleza. Fosse ele nessa mesma idade uma menina macérrima, de rosto com padrão cinematográfico, não faltariam caças-atributo. Currículo neste caso, é dispensável. Onde se lê currículo, leia-se Book (fotos da menina nas mais diversas poses). Imagem é o que vale.
          Em muitos outros países, Victor Raniery, diamante a ser lapidado receberia tratamento justo pela sua capacidade. Lá fora, é estimulado. Aqui, o destino é ser medíocre (fazer parte da média). Basta ver na supervalorização do programa Big Brother. Nele, os participantes recebem tratamento diferenciado e até são chamados de “heróis”. Para esses, os louros da vitória.
          E viva a mediocridade. A população aplaude efusivamente.