sexta-feira, 28 de junho de 2019


 Semana de 28 de junho a 5 de julho de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




Agônico
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

               I
Quando eu morrer
Todos irão saber
Não adianta se enrustir
Verão que eu nunca existi.

quarta-feira, 19 de junho de 2019


Semana 21 a 28 de junho de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




Sesta
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                              I
Depois do almoço não tem como escapar
Vem aquela inevitável vontade de deitar
Acontece com todos essa contumaz preguiça
Nos países como Brasil, selva e até lá na Suíça
                             II 
É um processo muito natural, fisiológico
Dentro da linha do pensamento lógico
Chamado alcalose pós-pandrial
Que acontece de forma natural
                            III
Não podia ser diferente
O sono se faz presente
Sesta – como é muito conhecida
Deixa muita gente entorpecida
                            IV
Sesta – do latim – sexta entre os romanos
É constantemente assim: dia dia; ano a ano
Contava-se das 6 cujo marco é o meio dia
O descanso do guerreiro logo, logo se fazia
                          V
Reconhecendo essa condição
Muitos países a tornaram tradição
China, Itália, Índia não deixaram prá manhã
Grécia, Portugal, Croácia, também Vietnã
                          VI
E mais: Malta, parte da África, Chile, argentina
Outros lugares pode acontecer, essa ideia atina
É  bom, contempla a micro e macro  Economia
Evita acidentes – perda de vidas – uma sangria
                        VII
O sono tem aspecto restaurador
Renova a energia do trabalhador
O trabalho é feito com mais atenção
Não vai haver gente com abstração
                       VIII
Brasil poderia adotar essa medida
Em jogo a boa qualidade de vida
Precisamos de legisladores sensíveis e inteligentes
E acabar tanta morte com milhares de acidentes.

terça-feira, 18 de junho de 2019


Semana de 14 a 21 de junho de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




Cilindro
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                  
       I
Cilindro
Pode ser o cigarro
O eixo de um carro
Um avião
Um canhão
E até
Chaminé.

sexta-feira, 7 de junho de 2019


Semana de 7 a 14 de junho de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




Caso Neymar e a Imprensa da alienação
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                   I
A imprensa brasileira
Veja, é bem rasteira
Não mais fala dos perigos das barragens
Como se esses enfoques fossem bobagens
                   II
affaire - Neymar e Najile
Virou manchete em tempo hábil
Escondendo problemas sociais
Por temas que não são essenciais
                   III
Temos que ser contra tudo isso
Dessa imprensa sem compromisso
Porque desse jeito não há quem possa
Aturar uma imprensa que vive de fofoca.

sexta-feira, 31 de maio de 2019


Semana de 31 de maio a 7 de junho de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




A linha do horizonte

(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

A linha do horizonte
Tão discreta
Tão direta
É de admirar
Separando céu e mar.

sexta-feira, 24 de maio de 2019


Semana de 24 a 31 de maio de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




 A formiga e a cigarra

                    I              
A formiga trabalhadeira
Vive assim a vida inteira
A cigarra a labutar
Vive a vida a cantar
                    II
Quem trabalha não é melhor de quem canta
Quem canta não é melhor de quem trabalha
O simples julgar sem justiça somente atrapalha
Cantar é atividade e lazer – até nos encanta
                     III
E assim cada um em seu ofício
Sem falta nem desperdício
Trabalho com canto - assim se acerta
É da natureza, tudo na medida certa.

sexta-feira, 17 de maio de 2019


Semana de 17 a 24 de maio de 2019



Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).                              




 Ana Bolena
(Ana dos mil dias)

                        I
Da vida faustosa até sua morte
Ana Bolena foi rainha consorte
Teve uma vida de muitos episódios
Divididos por amor, rejeição e ódio
                        II
Henrique VIII monarca da Inglaterra
Viviam-se períodos de paz e guerra
Era casado com Catarina de Aragão
Casal em crise, em ritmo de redução 
                        III
Ana Bolena proativa fez seu baluarte
Falava um bom francês, estudou Arte
Passou a frequentar assiduamente a corte
Ganhou visibilidade, notoriedade, ficou forte
                        IV
Entre ela e Henrique VIII pintou o clima
Sentiu-se a vontade, subiu a auto-estima
Não quis uma aventura, não quis ser amante
Era ato de alto risco – podia ser alarmante
                      V
Propôs ao monarca casamento
Queria garantia – era seu intento
A dissolução do casal real era iminente
Criou-se condição favorável – concernente 
                      VI
Henrique VIII impetuoso, tentou o divórcio
Papa Clemente VII firme em seu sacerdócio
Excomungou o monarca da Igreja
Um exemplo para que o mundo veja
                      VII
Isso gerou mal estar entre os dois
O dilema foi resolvido logo depois
O rei assumiu atitude draconiana
Pronto fundou a Igreja Anglicana
                      VIII
Tão logo a Inglaterra deixou de ser católica
Rompimento com o Papa - ação melancólica
E como antes fora planejado
Teve o casamento realizado 
                       IX
Henrique VIII queria herdeiro do sexo masculino
Menino, menino, menino. Tinha de ser menino
Seria a continuação no poder dos Tudor
Ostentando a linhagem real – era tudo
                    X
Bolena engravidou
Sua saga começou
Nasceu-lhe uma menina
Uma indesejável monina
                    XI
Henrique VIII surtou
Esse fato lhe frustrou
Bolena engravidou novamente
Esperança de uma corte contente 
                 XII
E para evitar novo desgosto
Recorreram a um aborto
Até parecia trágica sina
Outra vez, outra menina 
                XIII
Ocorreu nova gravidez, nova tentativa
Não era prudente ficar na expectativa
Outro aborto, repetiram o desatino
O pior aconteceu – o feto era menino
                 XIV
Ana Bolena foi perdendo a graça
Caiu no profundo poço da desgraça
Acusada de muitos delitos, traição
E de relações sexuais com o irmão
                   XV
Os Tudor governaram pouco mais de cem anos
Num total de cinco monarcas – todos ufanos
O poder real era baseado no androcentrismo
Tradição - difícil acabar esse conservadorismo
                 XVI
Finalizando essa longa e penosa travessia
Ana Bolena reinou por cerca de mil dias
E culminado esta narrativa tão lúgubre aqui contada
Em 19 de maio de 1536 – foi impiedosamente decapitada.