sexta-feira, 25 de janeiro de 2019


Semana de 25 de janeiro a 1º de fevereiro de 2019


O politicamente correto, ministra Damares, Índex, Jean Cocteau e Ava Gardner
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                        I
O politicamente correto está insuportável
E por que não dizer detestável?
E por todo lugar, aqui e ali
É um exagero de mi mi mi
                        II
De plantão,  muitos patrulheiros conservadores
Desfraldando bandeiras de hipocrisia causando dissabores
Muita coisa que não faz sentido
Só pode vir de pessoas sem juízo
                        III
Criticar injustamente uma pessoa no vazio
Chega às raias do desvario
Hoje temos um Índex digital
Em poder de quem se acha o tal
                       IV
Pra quem não sabe ou se esqueceu
O Índex há muito tempo aconteceu
No seio do Vaticano
Perdurando muitos anos
                      V
Promulgado pelo papa Paulo IV no Concílio de Trento
Era lista de livros proibidos – é coisa que não invento
O objetivo era barrar o avanço do Protestantismo
Que ameaçava frontalmente o Catolicismo
                    VI
Estão usando redes sociais como máquina guilhotina
À fala de Damares: menino veste azul; rosa, menina
Gente que tem no olho uma trave
Gente que se fecha e não se abre
                   VII
Jean Cocteau, hoje seria enterrado vivo
Enfatizo e reforço com argumento o que digo
Numa condição de grande afeto profundo
Disse que Ava Gardner era “O mais belo animal do mundo”
                   VIII
Muitos “moralistas” ficariam estupefatos
Com tal notícia.  Mas é um fato
Quem esse cara pensa que é
Comparar animal a uma mulher? !
                    IX
Sobre Ava Gardner, acredite
Era mais bela que Afrodite
Arrebatadora de gente do povo e da nata
Conquistou o cantor Frank Sinatra
                      X
Sinatra foi um de seus maridos
À época, o artista mais querido
Desentenderam-se e este, vendo-se perdido
De tão triste, quase chegou ao suicídio
                      XI
Tanta beleza extasiadamente natural
Inspirou Cocteau ao elogio sem igual
Por isso, continue a falar ministra Damares
Das profundezas e altos de teus mares
                      XII
A sociedade se “preocupa” com mi mi mi
Coisa que não deveria existir
E quando a língua do tolo açoita a multidão
Emudece a sabedoria; fala a presunção.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019


Semana de 18 a 25 de janeiro de 2019


Dois corações lado a lado e um embargo no meio
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                       I
Dois corações que se procuram
Dois corações palpitantes
Neste exato instante
Sabem que nada é em vão
Quando se deseja união.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019



Semana de 11 a 18 de janeiro de 2019


Minha bebida preferida
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

             I
Fosse você bebida
Água seria a preferida
Água promove saúde
Água lava tudo, ninguém me ilude
               II
Água participa de tudo
Água faz tudo acontecer
Não existe vida sem água
Eu não existo sem você.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019


Semana de 20 a 27 de julho 2018


Espectador, coadjuvante e protagonista
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                          I
Espectador, coadjuvante e protagonista
Como você se situa nesta lista ?
ESPECTADOR pouco ou nada aspira
Nele ninguém se inspira
                          II
É predominantemente passivo
Podendo também ser cativo
Nunca se hasteia
Porque simboliza plateia
                         III
COADJUVANTE é qualquer tipo baixo ou alto
Sociologicamente falando. é um assistente de palco
Quando tem asas, não sabe voar
Inseguro, precisa de alguém para lhe comandar
                           IV
PROTAGONISTA sabe tomar cada decisão
Curto e grosso, sim é sim; não é não
É um apresentador e/ou diretor sempre na ativa
Ou um maestro regendo a orquestra da vida.
                V
Agora, analisando essas solicitudes
Tudo se resume às questões de atitudes
Nosso comportamento não é uma coisa qualquer
Mas ele revela o que cada um de nós é.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Semana de 13 a 20 de julho 2018


Eu e ela na piscina
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

              I
Naquele domingo
A felicidade me invadindo
A cúmplice natureza
Na sua certeza
            II
Em capricho zeloso
No momento ditoso
Esparramou flores à água na piscina
Ah! Como tudo isso me fascina
         III
Uma amiga
Que agora eu diga
Ornamentando o ambiente
Na tarde quente
         IV
Corpo esguio
De me dar arrepio
Naquela circunstância
Mantive-me a meia distância
              V
Ela, ali tão absorta
Tão leve, tão solta
Vendo a água tocar seu corpo
Senti um ciúme louco
              VI
A mim, só permitia olhar
Tocar, nem  pensar
Uma pizza para saborear
E meu embaraço quebrar
           VII
A chuva veio sem convite
Autenticando meu limite
Anoitecia, raios e trovões
Festejando-nos em bordões
          VIII
E tudo se fez luz, tudo iluminado
Eu, coadjuvante, posto de lado
Embora eu fora do quesito
Estava tudo bonito
          IX
Na parede, um insistente voyeur inseto
Via que faltava algo certo
A minha sereia piscinal
Não me tratava por igual
         X
Só conversava
De águas presentes, águas passadas
Havia duas piscinas: uma com água e, mesmo assim
A outra, cheia de felicidade dentro de mim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018


Semana de 13 a 20 de julho 2018


Incêndio no Museu Nacional
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                            I
É de deixar todo mundo revoltado e puto
A cultura do Brasil está de luto
Num descaso de proporção descomunal
Deixaram pegar fogo o Museu Nacional
                            II
Mais de um século sofrendo redução de verba para manutenção
País do desperdício e vítima de má gestão
Chocou em cheio o mundo inteiro
Pasmem! Não tinha certificação dos Bombeiros
                           III
Edificação bicentenária
Era da Cultura a indumentária
Abrigava valiosas obras seculares
No palácio neoclássico de três andares
                              IV
Nenhuma medida de prevenção
Fora feita de antemão
Principalmente a rede de hidrantes
Todos, descuidadosamente inoperantes
                       V
Sete horas de grande incêndio
Destruiu obras de toda ordem e compêndios
Séculos calcinados em desolamento gratuito
O fogaréu consumiu muita arte nesse fortuito
                        VI
Entra governo e sai governo
Num ciclo contínuo de (des)governo
Museu incendiado – memória destruída
Romperam a corrente do passado ao presente unida
                         VII
Se já somos um país sem memória
Imagine incendiando nossa História
Esse descaso não era para acontecer jamais
Porque o passado perdido não volta mais.

terça-feira, 27 de novembro de 2018



Semana de 6 a 13 de julho 2018


Eu e a coletânea da Bread
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 


Na minha adolescência
Que incongruência
Passeando, numa loja de discos, parei
Vi um disco da Bread – desejei
Falta de dinheiro – coisa sem graça
A minha frente o disco separado por uma vidraça
Longe de minhas posses e tão desejado
Hoje tenho o disco comprado
O passado no presente se redime
Não mais me proíbe uma vitrine.