terça-feira, 7 de agosto de 2018


Semana de 8 a 15 de junho 2018


Dar-se
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

Quando as pessoas se dão
Não fica faltando nada para ninguém
Um dá ao outro parte do que tem
E nessa divinal harmonia
Vamos crescendo todos os dias.

sábado, 2 de junho de 2018


Semana de 1º a 8 de junho 2018


Revolução dos Caminhoneiros II
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                    I
Cansados de muitos governos
Com sucessivos (des)governos
A classe dos caminhoneiros
Unida, parou o País inteiro
                  II
Começou na condição de greve
Crescendo, pegando leve
E de forma gradual
Ficou total
                 III
Com o apoio da maioria da população
Ganhou status de revolução
Vida de caminhoneiro é fácil não
O cara sai de casa para morar em caminhão 
                          IV
Enfrentando estradas sem sinalização
Asfalto com buracos, barro na escuridão
Curvas e pontes traiçoeiras
E cabina fervendo mais que chaleira
                         V
Transportando todo tipo de mercadoria
Na labuta de noite e de dia
Carga tem prazo de entrega
Se ficar o bicho come; se correr o bicho pega
                       VI
Nosso combustível, um dos mais caros do mundo
O governo somente majora – fica mudo
A gasolina, idem – parece geral alucinação
Com isso, vai para o ar a inflação
                       VII
Que a verdade seja posta
Eles carregam o País nas costas
Muitos explorados por empresários
Todos extorquidos nas praças de pedágios
                    VIII
Revolução se faz com canhões, com braços
Vejam aqui que bom exemplo dado
Sem dar um tiro – sem matança
Apenas cruzaram os braços para a mudança
                     IX
Mais que trabalho, é uma missão
Fazer milagres com caminhão
Precisam ser valorizados e reconhecidos
Acorda brasil – gigante adormecido.

segunda-feira, 28 de maio de 2018


Semana de 25 de maio a 1º de junho 2018


Revolução dos Caminhoneiros
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                         I
A justa Revolução dos Caminhoneiros
Que atingiu a todos os brasileiros
Na atual conjuntura
É falta de infraestrutura
                         II
Não é estratégico depender só de rodovias
Nenhum governo investiu em hidrovias e ferrovias
Um trem leva a carga de 100 caminhões
Ao ano gerando economia de muitos R$ bilhões
                        III
Nossa malha ferroviária é menor que a argentina
Brasil é um país sem identidade – não sabe para onde se destina
E qualquer país que não investe no básico
Sempre terá momentos profundamente trágicos.

quinta-feira, 5 de abril de 2018


Semana de 30 de março a 6 de abril de 2018


Maria
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 
                               
                                 I
Estava eu num carro quando num relance
Surge na noite, Maria em chegada exuberante
O AR, um dos quatro elementos, toca-lhe o rosto num suave açoite
Envolvendo a sílfide, fazendo-a dona da noite
                               II
Na Mitologia ou até fábulas dos Irmãos Grim
Maria é simplesmente assim
E sem exagero ou leseira
De dia é Gata Borralheira
                             III
Seu carro é sua moderna carruagem
Usa-o para o trabalho, passeio e viagem
Por opção, condição ou teimosia
É vista quase sempre sozinha
                             IV
Nessas fugidias noites, para geral surpresa
Como encanto, transforma-se numa princesa
De príncipes, não depende
Independente, vai sempre em frente
                             V
Dançando é uma grande diva
Atraindo atenção, gozando a vida
Até que depois já meio cansada
Volta à rotina, volta para sua casa.

domingo, 25 de março de 2018


Semana de 23 a 30 de março de 2018

Pela quinta vez o poeta Paulo Ferreira da Rocha Filho sagra-se aprovado em CONCURSO NACIONAL NOVOS POETAS. Desta feita com a poesia: Sou mulher,  abaixo escrita.


Sou mulher
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

Sou mulher       
          I
Sou Eva no Paraíso
Sou Maria Quitéria quando preciso
Sou mal-me-quer, bem-me-quer
Sou mulher!
          II
Sou grande, sou pequena
Sou Joana D'Arc, sou Ana Bolena
Em qualquer lugar em que estiver
Sou mulher!
           III
Sou a que povoa o mundo dando à luz
Sou Maria Madalena que tanto amou Jesus
Em qualquer lugar com quem estiver
Sou mulher!
            IV
Sou a analfabeta sem conquista
Sou Marie Curie grande cientista
Para quem me quer
Sou mulher! 
            V
Sou a professora que educa
Sou a agressiva, a quem me machuca
Para quem não me quer
Sou mulher!
             VI
Sou Maria da Penha, Maria Teresa de Calcutá
Sou a que pede perdão e a que o dá
Sou uma qualquer
Sou mulher!
             VII
Sou a agricultora que no campo labuta
Sou Olga Benário que não foge à luta
Não sou uma qualquer
Sou mulher!
              VIII
Sou a fabricada, sou a verdadeira
Sou a professora Nara Oliveira
Sou o tudo, o nada, o que quiser,
Sou mulher!
              IX
Sou a apedrejada que o mundo chama de puta
Maior que este palavrão é minha sofrida luta
Também fico onde me apuser
Sou mulher!
              X
Sou destaque na multidão
Sou multidão sem destaque
Ainda encontro quem me ache
Seja lá que o for, espinho ou flor
Sou mulher!

terça-feira, 20 de março de 2018


Semana de 16 a 23 de março de 2018


Marielle, Anderson, assassino e o elemento invisível
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Quatro vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                                I
O Brasil é mais violento que a faixa de gaza
Seja na rua, mercado, trabalho ou em casa
Vivemos em constante e tenso clima de medo
Mataram Marielle Franco e Anderson  Pedro
                             II
Sem contar anônimos que morrem todos os dias
Nos palácios, nas casas, nas ruas e na periferia
Há um elemento na cena do crime e ninguém fala
Revólver, grande assassino – violência que abala                                             III
O sistema econômico deveria ser também responsabilizado
Por esses crimes e até atentados
Porque permite a fabricação de produto que mata
Assim como toda cadeia de produção e distribuição que assim se arremata
                          IV
É um fato até filosoficamente incrível
Tratar revólver como se ele fosse invisível
Se armas fossem fator de segurança
Não se teria sem exagero, tanta matança
                       V
Em crimes, armas é assunto que não se questiona
Está acima de toda legislação. Da vida é ladrona.
Some-se a tudo isso legisladores despreparados
A um universo de injustiça fortemente ancorados 
                                    VI
Armas geram empregos, engordam a Economia
Mas matam gente toda hora, todo santo dia
Daí entendemos que a VIDA não é fator principal
Porque ela é assassinada friamente pelo CAPITAL.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Semana de 9 a 16 de março de 2018


15 de março de 1998 – 20 anos sem Tim Maia
                 (*1942 - +1998)
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Quatro vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                   I
Artista de grande valor
Foi Tim Maia – cantor
Amigo de infância do Roberto Carlos,
Do Tremendão Erasmo Carlos,
                 II
E do Jorge Benjor
No Soul, Tim Maia foi o melhor
Contestador, imprevisível, bocudo
No mundo enfrentou quase tudo
                III
Ainda jovem, foi para a terra do Tio Sam
Sonhando com um promissor amanhã
Lá a coisa não vingou, não engrenou
E para o Brasil voltou
                IV
Recebeu apoio do Erasmo e da Elis Regina
Como predestinado a brilhar – uma vacina
Vendia mais discos que os medalhões da MPB
Sucesso que todos viriam reconhecer
                V
Viveu 100 anos nos 56 de sua existência
Construiu a vida com suor e persistência
Estupendo vozeirão e boa linha melódica
Tinha também seus momentos de vodka 
               VI 
Falava que precisava parar de engordar
Comia bem, até quase estourar
Hiperativo, agitado, morreu deixando comoção
Muito trabalho e vaivém não resistiu o coração.