sexta-feira, 28 de abril de 2017

Semana de 28 de abril a 5 de maio de 2017


Escultura roubada
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Duas vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                                  I
No mundo de minha imaginação uma mulher esculturei
Corpo, pele, olhos, cabelos depois de construídos: eureka – achei!
Tudo fruto de uma atmosfera com pouco de real e muito de arcadiano
Não sabia eu que a natureza décadas atrás teve um mesmo mirabolante plano
                                  II
Eu tinha o projeto, mas não tinha a importante obra
A natureza, tinha a obra, mas não tinha importante projeto
Mas lá no ceu tudo se talha, tudo se manobra
É um trabalho de Hércules fazer obra se unir ao projeto do arquiteto
                                  III
Vislumbrei esse quimérico projeto pensando que a obra não existia
O tempo foi passando e um dia me deparei com a obra tão procurada
Uma mulher traduzida numa deusa grega – enfim me convencia
Com tanta beleza e perfeição enchendo meus olhos numa visão maravilhada
                                  IV
Quanta grandiosidade e superlativos internaliza essa moça
Do alto de minha vaidade e orgulho, pensei: “águias não caçam moscas”
Depois de tudo isso, enfim, vejo-me fadado ao total abandono
Alguém mais rápido que eu, roubou o sonho meu e dessa mulher se fez dono.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Semana de 21 a 28 de abril de 2017

28 de abril – Dia da

Educação
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Duas vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                      I
Educar é promover crescimento
Acompanhado de desenvolvimento
Com caráter de inserção na sociedade
Com indivíduos em qualquer idade
                      II
Educação  é mola propulsora em qualquer nação
Envolvendo valores positivos e a sua transmissão
Seguramente os povos que se desenvolveram
Foram os que na ignorância não adormeceram
                      III
Métodos Pedagógicos são os mais diversos
Cada um mostrando o caminho certo
Método Tradicional, Método Construtivista
Bem falado, é melhor que assim se invista
                      IV
Métodos Waldorf, Montessori, Paulo Freire estão
Dentre os mais em prática em toda Educação
Dessa forma a estrutura educacional ganha campo 
Trazendo crescimento intelectual, econômico e tanto
                       V
A Filosofia da Educação é de inclusão social
Com elementos de caráter físico, intelectual e moral
Educação é proteção, Educação é guarida
Educação é descobrir, Educação é também descobrir-se para a vida.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

 Semana de 14 a 21 de abril de 2017 

Reforma Agrária
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Duas vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).
                       
                         I
No Brasil o campo produz riqueza
Mas nem tudo é verde, nem beleza
A muralha social não há quem duvida
Tem com os brasileiros grande dívida
                         II
O campo também cria raízes de injustiça social
Com a distribuição de riqueza  muito desigual
50% das terras nas mãos de 1% dos proprietários
Ficando os excluídos com cara de otário
                         III
Nossa estrutura agrária ainda é medieval
Para os latifundiários um grande festival
Nada sobra para os excluídos
Nesse sistema injusto, indevido
                          IV
Precisa ser feita uma Reforma Agrária
Para conter a ordem social contrária
Reforma Agrária pode ser institucionalizada ou pela força
Para desconstruir as amarras sociais nessa camisa de força
                             V
Na Itália criou-se  imposto progressivo
Acabando como modelo repressivo
Na antiga União Soviética – expropriação
Para cada caso, uma saída, uma solução
                             VI
Aqui no Brasil de ordem rarefeita
Tentativas foram inconsequentemente feitas
Da Coluna Prestes à Liga dos Camponeses
Contra as forças retrógradas dos burgueses
                              VII
João Goulart foi o presidente que tratou do fato
Pagou caro, foi deposto e voluntariamente exilado
Iniciou a briga com seu Decreto nº 53.700
Que os reacionários implodiram seu intento
                               VIII
Com Reforma Agrária se combate fome e violência
Trazendo muitas positivas consequências
Socializando e humanizando a Economia
Valorizando o campônio em seu dia a dia
                                 IX
E se a origem da terra está em Deus nosso pai
Ele nunca faz de menos, nunca faz demais
E agora me adianto, vou mais além
A terra é de todos, a terra é de ninguém.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Semana de 7 a 14 de abril de 2017 

Economia chinesa dilapidando o Planeta
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Duas vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil)

                    I
O mundo está se acabando
O ambiente está se degradando
A China é o país campeão
De mortes por poluição
                    II
Quase um bilhão de pessoas sufocadas
Vítimas de densa poluição descontrolada
21 cidades e Pequim – a capital
Vivendo numa atmosfera letal
                    III
De longe, a China não serve como espelho
Mirada constantemente pelo alerta vermelho
O nazismo matou milhares em câmaras de gás
Um milhão de mortes todo ano na China é demais
                     IV
Algumas regiões na China parecem câmaras de gás a ceu aberto
É o “arpocalipse” isso não convence,  não é lá muito certo
É o poder capitalista maestrando a perversa Economia
Frio, distante e indiferente a muitas mortes todo dia
                     V
E quando um contumaz consumidor
Toda vez que tem um celular ao seu dispor
Abala o mundo, é bom que tudo se apure
São Pesquisas da revista Nature
                      VI
O capital sabemos é privado
Capitaneando comportamento tão alienado
E a poluição assim bem espalhada
Representa  morte atroz socializada
                       VII
O povo de um país é seu maior capital
Sem nenhuma dúvida – não há nada igual
Devemos sim, agir localmente
Para colhermos os frutos globalmente
                        VIII
E quando a poluição tomar conta do mundo inteiro
Nada terá valor, nem mesmo o próprio dinheiro
Uma Economia para ser muito bem conduzida
Deve sempre preservar o ambiente, a saúde e a vida.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Semana de 31 de março a 7 de abril de 2017

Nossa amizade é um jardim

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho

                       I
Nossa amizade é um jardim
Com rosas, orquídeas e jasmim
Data de quase 20 anos
Que hoje me orgulho, me ufano
                    II
Nossa amizade é um jardim
Com avencas, helicônias e chapéus de mandarim
Com encontros, desencontros e reencontros
E fantasias mil que a ninguém conto
                     III
Nossa amizade é um jardim
Com estapélia, tecomária e flor de setim
Você mais madura, mais dona de si, mais mulher
Que encanta os sonhos de quem lhe ativer
                       IV
Nossa amizade é um jardim
Com begônias, hortências e até um insistente capim
Com a flor mais bonita e mais importante
Que é você que eu contemplo a cada instante.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Semana de 24 a 31 de março de 2017

Concurso Nacional Novos Poetas

Ano passado participei do Concurso Nacional Novos Poetas e foi classificada a poesia “Folha de Papel” e, dentro de um universo de 2.703 obras ficou contemplada nas 250 classificadas. Neste ano, na edição de Concurso Nacional Novos Poetas 2017 a poesia classificada foi “D. Eucleta” que ficou também classificada nas 250 num universo de 3.203 inscritas.     
          Tudo começou quando minha grande amiga Marizete Fabiana dos Santos enviou-me um link com o edital do concurso edição 2016. Deu tudo certo.
          Nesta segunda vez, pedi a Marizete que fizesse uma narrativa sobre como tudo começou. Marizete na sua condição de gigante de sabedoria e modesta, economizou palavras e não citou o fato por ela protagonizado em toda sua extensão. Não disse que foi ela a mentora descobridora de talentos. Igual a ela só Elis Regina que foi a primeira pessoa a gravar Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, entre tantos. Porém Elis tinha uma ponta de desencanto por não ter sido a primeira a gravar Chico Buarque, gravado em primeira mão por Nara Leão.
         Eu até a trato por “minha madrinha cultural”. Mais eu pedi que ela colocasse o nome em seu escrito-depoimento e ela não o fez. Eu cito-a nominalmente sem quebra de ética até porque lhe falei e,  é bom que as pessoas saibam de uma coisa:
          O poeta Paulo Ferreira não existiria sem Marizete. São palavras dela:

“Paulo Ferreira, querido amigo. O que dizer desse homem? Pessoa fascinante, singular, de coração enorme e mente criativa que consegue ver poesia em tudo que o cerca... A vida dele é isso. São poemas deixados ao vento que ele capta aos sabores e dissabores da caminhada... Sinto-me honrada de fazer uma minúscula parte dessa história”.


D. Eucleta
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho

                       I
Seguramente, a vida de D. Eucleta
Se não foi triste, também não foi uma festa
Ainda jovem morreu-lhe o marido
Sabemos da agrura de perder um ente querido
                       II
Sozinha, dois filhos para criar e educar
Mais que nunca, precisava continuar a trabalhar
Seus rebentos – Maria do Socorro e José Neto
Canalizou esforços para garantir aos dois, futuro certo
                       III
Investir-se ao mesmo tempo de mãe e pai
Não é fácil, tem de ser muito capaz
Ainda mais manter filho em Curso de Agronomia
Apesar de Faculdade Federal, mais despesa viria
                       IV
Cinco anos na Faculdade – José Neto impedido de trabalhar
O curso em horário integral e disperso – difícil encarar
E para continuar tecendo este mesmo assunto
Fui testemunha desse evento – estudamos juntos
                       V
Condições parecidas – dinheiro pequeno; grande era a esperança
Acreditávamos em coisas que os olhos não viam, mas que só a mente alcança
A parte prática do curso era em Viçosa – lá no interior
Passagem de ônibus cara – carona pegávamos – não tínhamos pai doutor
                       VI
Foi duro para D. Eucleta enfrentar os leões na arena da vida
Mulher guerreira, de coragem, não se dobrou – sempre aguerrida
Amanuense da Gráfica Oficial do Estado de Alagoas – um exemplo
Passados alguns anos – mergulhado no passado – eu a contemplo
                       VII
Agora os papeis na família estão trocados
Se antes ela cuidava deles, hoje dela estão ocupados
Socorro - filha amorosa, José Neto – filho amoroso
Essência e marca indelével da família Fragozo
                        VIII
D. Eucleta hoje também vive ao sabor da aposentadoria
Seu mundo ficou menor – mais caseira em seu dia a dia
O relógio de sua vida não marca mais os segundos – somente horas
A pressa, companheira de outrora, foi embora. O tempo se revela em cada aurora
                          IX
D. Eucleta prometeu-me preparar um camarão bem servido
Vou dar uma de glutão, muito, mas muito metido
Se promessa cria expectativa porque palavra é trato
Não hesitarei – pantagruelicamente comerei até limpar o prato
                         X
Para desfrutar dessa ambrosia terei de ir a Maceió
Estou com água na boca – é tudo um pensamento só
De pensar, quase me contento
Tudo é uma questão de tempo
                       XI
A existência no planeta de D. Eucleta por si só justificaria
Somem-se a isso seus filhos – estrelas luzidias
D. Eucleta – mulher de muita garra – briosa
D. Eucleta – mulher insubstituível, divina, maravilhosa.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Semana de 3 a 10 de março de  2017

“Brasil é vergonha mundial”
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
                          I
A ministra das Relações Exteriores da Venezuela
Num desabafo falou de nossa secular esparrela
Num contexto exclusivamente moral:
“O Brasil é vergonha Mundial”
                         II
Brasil é terra de escândalos
Dominado por bandidos e vândalos
A corrupção pipoca em todos os cantos
Para os honestos – dor, sofrimento e pranto
                           III
A desigualdade social é abissal
Num caldeirão de fervura sem igual
O prognóstico é muito obscuro
 Jogaram para o passado o país do futuro
                          IV
Políticos dizem que o país vai mudar
E a pergunta que não quer calar
Mudar como, mudar para onde?
O Brasil vai a pé, de avião ou bonde?
                              V
Tenho planos de ir para um plano exterior
E como num parto sem dor
Viajar para um desconhecido planeta
Que a súcia não se meta
                              VI
E nesse longínquo lugar qualquer
Sem os neuróticos “ismos” para maldisser
E numa fria decisão que não ferirá meus brios
Chegando lá, queimarei meus navios.

Observação: “Queimarei meus navios” quer dizer ida sem volta.