sexta-feira, 18 de outubro de 2019


Semana de 18 a 25 de outubro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

24 de outubro de 1959 – Morte da cantora/compositora


Dolores Duran
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                              
                               I
Têm pessoas que nascem predestinadas
Mesmo de origem difícil – desacreditada
Aconteceu com Adileia Silva da Rocha
Pobre moça: nessa ninguém aposta
                               II
Ajudava a mãe como lavadeira e costureira,
Primeiro Prêmio de Calouros – alvissareira
Viria a ser Dolores Duran – compositora
Atriz, instrumentista e muito boa cantora
                                 III
Os compositores Fernando Lobo e Antonio Maria
Não economizavam elogios – os faziam todo o dia
Tornou-se presença obrigatória na A Lapa - uma Boate
Admirada de Ary Barroso a Ella Fitzgerald – pura Arte
                              IV
Namorou Billy Blanco, também João Donato
Sua música nascia com ímpeto de um novato
Procurou-a um promissor Antonio Carlos Jobim
Ela letrou “Por causa de você” sentiu-se um Jabim
                                 V
Muito encantada, por muitos também se encantou
Apaixonou-se, muito amou e também desamou
Casou-se, separou-se – final da sua vida fagueira
Assim a tristeza passou a ser sua fiel companheira
                                        VI
Cantou e fez sucesso na China, União Soviética,
E Uruguai. Sua música tinha estrutura dialética
Entrou num vórtice de profunda depressão
Vivendo assim numa espécie de turbilhão
                             VII
Foi tragada pelo mundo dos vícios
Cigarro e bebida seu segundo ofício
A depressão cada vez mais a absorvia
E ela baixando a guarda todo o dia
                            VIII
Deixou um legado de rica produção musical
Um baú de ricas melodias muito bem plural
O vício por sua vez, se tornara dominante
E assim morreu de um infarto fulminante.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Semana de 11 a 18 de outubro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

16 de outubro – Dia Mundial da Alimentação

Dia Mundial da Alimentação
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)

                            I
A vida é mantida através da alimentação
E não existe nenhuma outra condição
Fazendo uma análise sob o prisma humano
Não ter o que comer é muito desumano
                                 II
A fome atinge quase 1 bilhão de pessoas
Dá vontade de dizer umas poucas e boas
Incrível: no planeta se produz muito alimento
Fome em meio a tanta fartura é detrimento
                                 III
É muita gente que não tem o que comer
Séria ameaça à condição de bem viver
Muitos se alimentam de comida do lixo
Péssima qualidade de vida – pior que bicho
                                IV
Gandhi disse: “A Terra produz o suficiente para todos”
Na prática essa realidade é construída com engodos
Não é por falta de terra, é uma questão da Economia
Renda mal distribuída dá nessa lenta e colossal agonia                                    
                                 V
Ao viver consumimos trinta e cinco toneladas de comida
Missão cumprida. Com outros seguem a corrente da vida
Temos o Sistema Nacional de Segurança Alimentar Nutricional
Age no plano internacional para assegurar alimentação – vital
                                    VI                   
Nosso país não faz certo o dever de casa
A realidade é outra – parece grande piada
Com tanta gente com fome – uma desgraça
Falta muito para estarmos num estado de graça
                                       VII
O agronegócio com agropecuária de precisão e automação
Commodities é que são produzidas – não é bem alimentação
Sufoca e muito o pequeno produtor rural, pode ter certeza
Agricultor e sua família põem farta comida em nossa mesa
                                          VIII
No Brasil existem cerca de treze milhões de desempregados
Com tanta terra estariam esses problemas solucionados
Pensava assim o prócer economista Celso Furtado com razão
Em proporção, a roça emprega mais que a safra de exportação
                                        IX                           
Há muito desequilíbrio na distribuição de renda
É preciso de uma Economia que a todos atenda
E para a Segurança Nacional não pode haver estorvo
Porque o maior patrimônio de um país é seu povo.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Semana de 4 a 11 de outubro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

11 de outubro – Dia Nacional de

Pessoa com deficiência
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                                     I
A nossa anacrônica construção social é visceral
No mundo virtual, real, é tudo dentro do normal
É um mundo da natureza, esporte, gente bonita
Ignorar pessoas com deficiência é coisa esquisita
                                       II
Os deficientes fazem parte de uma plural minoria
Nós os vemos sempre em todo lugar todos os dias
Nosso olhar “anestesiado” vê, mas não os enxerga
Alteridade não funciona – desse modo ficou cega
                                        III
A deficiência pode ser vista de várias naturezas:
Física, mental, intelectual, sensorial – é dureza
E para proteger essa parte de nossa população
O licurgo esmerou-se em promover proteção
                                 IV
A lei é justa e muito protege o deficiente
Apesar de ter gente que não está ciente
Previsto em Estatuto e Constituição Federal
Colocam deficientes e normais - tudo igual
                                  V
Os artigos 23 e 24  da nossa Constituição
São pétreos – é para segui-los sem apelação
Com Inclusão social e exercício de cidadania
O mundo vai aos poucos melhorando dia a dia
                                VI 
Se com os normais o mundo é injusto, impaciente
Imagine mesmo quando é para tratar deficientes
A sociedade assumiu um mea culpa, se retratou
No céu, luz de esperança – um novo Sol brilhou.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019


Semana de 27 de setembro a 4 de outubro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

28 de setembro de 1934  nascimento de


Brigitte Bardot
(Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                             I
Sem dúvida não foi nenhuma surpresa
Aos 15 anos ser capa da Elle francesa
Uma verdadeira e oportuna mão na roda
Abriu-lhe o caminho para o cinema e moda
                           II
Apareceu o fogoso cineasta Roger Vadim
Homem que não deixa nada para amanhã
Foi logo metendo a sua colher
E filmou “E Deus criou a mulher”
                         III
O filme causou geral estupefação
Pela aclamada crítica e a multidão
Assédios, contatos, contratos sem igual
Surgia assim um novo símbolo sexual
                        IV
E sempre nutrindo esse luzeiro
Vem logo a fama e o dinheiro
E quase de forma desproposital
Bardot ganhou fama mundial
                         V
Assim falou o então generalíssimo De Gaulle:
“É exportação mais importante que a da Renault”
Para percorrer o mundo, um “salvo conduto”
Passou a ser também um desejado produto
                        VI
Mexeu com a Cultura Popular
No Cinema, na Moda e no Lar
Bob Dylan citou-a em primeiro verso de música
Para ela, um raro privilégio - uma coisa única
                       VII
No Brasil deu nome a um famoso frevo
“Brigitte Bardot”, aqui mesmo escrevo
Caetano Veloso deixou com galhardia
Em sua sessentista “Alegria, Alegria”
                       VIII
Escandalizou em cena de sexo lésbico
Que nada tem com comportamento ético
“A mulher francesa mais livre do pós guerra”
E ainda muito por fazer no Planeta Terra
                       IX
A imprensa americana a tratava com carinho
Apesar de todo esse geral agitado burburinho
Depois, uma intransigente defensora dos animais
O ontem, página virada; o hoje, calmaria e paz.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019



Semana de 20 a 27 de setembro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

23 de setembro de 1904  nascimento de


Gilda de Abreu
 (Paulo Ferreira da Rocha Filho)

                       I
Mulher que muito fez e aconteceu
Foi a polímata Gilda de Abreu
Escritora, atriz, radialista, cineasta
Formada em Canto Lírico, entusiasta
                       II
Vinda da França em tenra idade
Seus feitos valeram uma eternidade
Produtora e incentivadora das Artes
A família foi o seu grande baluarte                     
                      III
Sua mãe, disciplinada cantora lírica
Gilda vivia atividade real e onírica
Vivia num ambiente acromata
Seu pai, médico e diplomata
                        IV
Autora de radio novelas, fez teatro
Sua vida podia ser dividida em atos
Fez O Ébrio – filme de grande sucesso
E operetas, tudo em grande processo
                        V
Casou-se com o tenor Vicente Celestino
Dessa maneira coroando seu destino
Trabalhou na Rádio Nacional
Morreu de trombose cerebral.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019


Semana de 13 a 20 de setembro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

18 de setembro de 1819, nascimento de


Jean Bernard Léon Foucault
 (Paulo Ferreira da Rocha Filho)
                                 I
Há determinantes na área do conhecimento
Muitos cientistas se destacam num só invento
Não se trata de ser o primeiro ou então o último
Mas este, indubitavelmente é homem múltiplo
                              II
Jean Bernard Léon Foucault –  o cara
Merecia ser colocado no centro da ocara
Para ser regojizado, para ser bem enaltecido
O saber sem reconhecimento não tem sentido
                             III
Francês estudioso – era Físico e Astrônomo
Sabia decidir, muito proativo – autônomo
Abraçou a Física; largou a Medicina
Predestinado, seguiu sua inevitável sina
                             IV
Demonstrou o efeito da rotação da Terra
Com o Pêndulo de Foucault – ele não erra
Melhorou muito as técnicas fotográficas
Basta ver nas referências bibliográficas
                              V
Criou dispositivo protetor para ver o Sol
Com isso logo ganhou um lugar ao Sol
Primaz profissional que muito bem atua
Deu nome a Cratera Foucault lá na Lua
                             VI
Quem muito acerta, logo pouco falha
Recebeu com mérito muitas medalhas
Na Ciência, pesquisador fez o que sempre quis
Foi nomeado Físico do Observatório de Paris
                            VII
Lá no espaço ermo, o asteróide 5668 Foucault
Tinha conhecimento enciclopédico – um google
E fez muito bem mais em seu extenso legado
Mediu a velocidade da luz – um iluzminado.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019





Semana de seis a 13 de setembro de 2019 

Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(cinco vezes classificado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

10 de setembro de 1909, morte do poeta e compositor alagoano

Guimarães Passos
 (Paulo Ferreira da Rocha Filho)

                         I
Grande poeta do gênero parnasiano
Guimarães Passos, ilustre alagoano
Sentindo-se incompleto foi ao Rio de janeiro
Para alcançar seu ideal – ser por inteiro
                           II
Bom de prosa, bom de verso
De frente pra trás, verso e reverso
Na poesia foi grande vanguardista
Sagrou-se como um ótimo sonetista
                            III
Participou da Revolta contra Floriano Peixoto
Viu-se ameaçado por isso até o pescoço
Daí seu auto exílio em Bueno Aires
Sufocado, precisava tomar novos ares
                             IV
De volta ao aconchego do solo pátrio
Reencontrou seu doméstico átrio
Reconhecido por notáveis talentos extras
Ajudou a criar a Academia Brasileira de Letras
                               V
Arquivista da Secretaria da Casa Imperial
Hábil jornalista sempre atuante em jornal
Vivia a boemia com Aluízio Azevedo, Olavo Bilac
Coelho neto, Paula Ney, tudo gente de alto quilate                                            VI
Seu poema “Casa Branca da Serra” musicado
Por Miguel Emídio fez um sucesso danado
Com toda essa história fez coisa muito boa
Mas pouco conhecido em sua terra – Alagoas
                               VII
Atuou na Gazeta da Tarde, Gazeta de Notícia
A Semana, La Nacion – fazia a hora propícia
Aos 42 anos, tuberculoso fez de Paris seu retiro
Na Cidade Luz, escuridão - seu último suspiro.