segunda-feira, 14 de janeiro de 2019



Semana de 11 a 18 de janeiro de 2019


Minha bebida preferida
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

             I
Fosse você bebida
Água seria a preferida
Água promove saúde
Água lava tudo, ninguém me ilude
               II
Água participa de tudo
Água faz tudo acontecer
Não existe vida sem água
Eu não existo sem você.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019


Semana de 20 a 27 de julho 2018


Espectador, coadjuvante e protagonista
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil).

                          I
Espectador, coadjuvante e protagonista
Como você se situa nesta lista ?
ESPECTADOR pouco ou nada aspira
Nele ninguém se inspira
                          II
É predominantemente passivo
Podendo também ser cativo
Nunca se hasteia
Porque simboliza plateia
                         III
COADJUVANTE é qualquer tipo baixo ou alto
Sociologicamente falando. é um assistente de palco
Quando tem asas, não sabe voar
Inseguro, precisa de alguém para lhe comandar
                           IV
PROTAGONISTA sabe tomar cada decisão
Curto e grosso, sim é sim; não é não
É um apresentador e/ou diretor sempre na ativa
Ou um maestro regendo a orquestra da vida.
                V
Agora, analisando essas solicitudes
Tudo se resume às questões de atitudes
Nosso comportamento não é uma coisa qualquer
Mas ele revela o que cada um de nós é.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018


Semana de 13 a 20 de julho 2018


Eu e ela na piscina
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

              I
Naquele domingo
A felicidade me invadindo
A cúmplice natureza
Na sua certeza
            II
Em capricho zeloso
No momento ditoso
Esparramou flores à água na piscina
Ah! Como tudo isso me fascina
         III
Uma amiga
Que agora eu diga
Ornamentando o ambiente
Na tarde quente
         IV
Corpo esguio
De me dar arrepio
Naquela circunstância
Mantive-me a meia distância
              V
Ela, ali tão absorta
Tão leve, tão solta
Vendo a água tocar seu corpo
Senti um ciúme louco
              VI
A mim, só permitia olhar
Tocar, nem  pensar
Uma pizza para saborear
E meu embaraço quebrar
           VII
A chuva veio sem convite
Autenticando meu limite
Anoitecia, raios e trovões
Festejando-nos em bordões
          VIII
E tudo se fez luz, tudo iluminado
Eu, coadjuvante, posto de lado
Embora eu fora do quesito
Estava tudo bonito
          IX
Na parede, um insistente voyeur inseto
Via que faltava algo certo
A minha sereia piscinal
Não me tratava por igual
         X
Só conversava
De águas presentes, águas passadas
Havia duas piscinas: uma com água e, mesmo assim
A outra, cheia de felicidade dentro de mim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018


Semana de 13 a 20 de julho 2018


Incêndio no Museu Nacional
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

                            I
É de deixar todo mundo revoltado e puto
A cultura do Brasil está de luto
Num descaso de proporção descomunal
Deixaram pegar fogo o Museu Nacional
                            II
Mais de um século sofrendo redução de verba para manutenção
País do desperdício e vítima de má gestão
Chocou em cheio o mundo inteiro
Pasmem! Não tinha certificação dos Bombeiros
                           III
Edificação bicentenária
Era da Cultura a indumentária
Abrigava valiosas obras seculares
No palácio neoclássico de três andares
                              IV
Nenhuma medida de prevenção
Fora feita de antemão
Principalmente a rede de hidrantes
Todos, descuidadosamente inoperantes
                       V
Sete horas de grande incêndio
Destruiu obras de toda ordem e compêndios
Séculos calcinados em desolamento gratuito
O fogaréu consumiu muita arte nesse fortuito
                        VI
Entra governo e sai governo
Num ciclo contínuo de (des)governo
Museu incendiado – memória destruída
Romperam a corrente do passado ao presente unida
                         VII
Se já somos um país sem memória
Imagine incendiando nossa História
Esse descaso não era para acontecer jamais
Porque o passado perdido não volta mais.

terça-feira, 27 de novembro de 2018



Semana de 6 a 13 de julho 2018


Eu e a coletânea da Bread
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 


Na minha adolescência
Que incongruência
Passeando, numa loja de discos, parei
Vi um disco da Bread – desejei
Falta de dinheiro – coisa sem graça
A minha frente o disco separado por uma vidraça
Longe de minhas posses e tão desejado
Hoje tenho o disco comprado
O passado no presente se redime
Não mais me proíbe uma vitrine.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018


Semana de 6 a 13 de julho 2018


Mesa à espera
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

Carla*, boa noite. Mesa posta
Seu bolo à mostra
Convido-a  fazer coisa diferente
Venha se juntar à gente
Venha à aula e ver o rio correr
Dá gosto ver
E tudo emoldurado com a verde vegetação
É viver com muita emoção.

*Nome fictício.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018


Semana de 29 de junho a 6 de julho 2018


Brasil e 13 milhões de desempregados
Poeta
Paulo Ferreira da Rocha Filho
(Agora, cinco vezes aprovado em Concurso Nacional Novos Poetas do Brasil). 

13 milhões de desempregados
13 milhões de desesperados
Não desejo isto para mim nem a você
São todos órfãos do PT.